O Delegado (Duologia os Delegados vol1) romance Capítulo 1

Diogo

Eu nunca me imaginei exercendo outra profissão que não fosse essa que me encontrava executando neste momento. Ser um delegado não era fácil, ainda mais no país em que vivemos. A corrupção neste setor era grande. Não que eu fosse um santo, porque eu, com certeza, não era, mas entrar nessa onda era algo que eu nunca iria fazer. Para mim, seria como quebrar um voto que fiz quando me formei policial. Aliás, eu não jogaria fora os anos de treinamento, e depois estudar cada vez mais para, por fim, passar no concurso. Foi uma luta muito difícil, batalhei para conseguir chegar aonde me encontro hoje.

Eu estava na delegacia, sentado, ouvindo o que o bandido estava dizendo, e sempre era mesma coisa: “Eu sou inocente”, “não mereço estar aqui”.

Bom, dei graças a Deus porque consegui liberá-lo direto para a cela, quando comecei a ouvir uma discussão bem alta. Como sou curioso, levantei para ver o que estava acontecendo, e, quando saí da minha sala, dei de cara com uma bela mulher, que estava indo em direção à sala do meu amigo investigador, Davi.

Ela parecia ser diferente de todas as mulheres que eu conheci. Linda. Não, mais do que isso, maravilhosa. Observar seu andar com aqueles sapatos de salto agulha me deixou com um tesão louco. Nunca passei por esse tipo de situação, a única coisa que vinha na minha cabeça eram imagens de nós dois na cama e eu mandando ver nela.

Deveria ficar envergonhado com os pensamentos que eu estava tendo sobre ela, mas não, isso me deixou com mais vontade de catar aquela mulher e levá-la até a minha sala, encostá-la à minha mesa e descobrir o paraíso em seus braços.

Em vez de voltar para minha sala, fui direto para a sala do Davi e ouvi a mulher linda dizendo:

— Puta que pariu, Davi, para de querer me controlar!

— Não vem, não, Antonella, você sabe muito bem que eu tenho que cuidar de você — respondeu Davi, que estava a ponto de gritar, pela expressão em seu rosto.

— Davi, eu sou de maior e vacinada, e não quero ninguém no meu pé querendo me controlar — ela respondeu, alterada.

Eita, essa mulher era bem nervosa, e eu adorei isso nela. Ela parecia ser espontânea, estava gritando a quatro ventos com meu amigo sem perceber que estava dentro de uma delegacia.

Fiquei ali ouvindo tudo e observando como aquela tigresa batia de frente com o Davi. Pela expressão dele, ele estava a ponto de voar no pescoço da mulher, e isso eu não poderia permitir. Davi não faria nenhum mal algum a ela.

— Antonella, não vem, que eu não vou deixar você ir naquele lugar! — respondeu Davi.

Que lugar era aquele ao qual a tigresa estava querendo ir? Outra coisa: será que ele estava namorando e não me falou nada?

— Davi, vou falar pela última vez: eu sou maior de idade — ela respondeu, irritada.

E eu reparei que ela era ainda mais linda de perto. Vi alguns homens olhando para ela com ar de riso. Reparei que eles deveriam conhecê-la, ou então estavam mesmo com pena do Davi. O que quer que ele tenha aprontado, estava ouvindo poucas e boas. Outra coisa que eu fiquei reparando foi que ela era uma bela mulher e ninguém estava olhando para ela como eu estava.

Se bem que era bom mesmo não olharem, porque ela era minha. Esse sentimento de posse deveria estar me deixando com medo ou, no mínimo, preocupado, mas não foi isso que senti. Eu me senti com vontade de ir até ela, pegá-la em meus braços e atacar aquela boca atrevida.

— Antonella, o que você foi fazer naquele lugar? — Davi perguntou, e eu fiquei ali, curioso, querendo saber em que lugar ela estava.

— Eu estava me divertindo, como qualquer mulher normal estaria fazendo, caso certo ogro filho da puta… Não, eu não posso xingar a nossa mãe — ela falou, irritada.

Então quer dizer que eles dois eram irmãos? Por que eu não notei antes? Eles eram até parecidos, se bem que a minha tigresa era maravilhosa. Era melhor eu acabar com a discussão, antes que as coisas ficassem piores.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: O Delegado (Duologia os Delegados vol1)