Ponto de Vista da Natalia
'Corra!' É o único pensamento que passa pela minha cabeça nesses 20 minutos ou mais, quando acordo nesta floresta escura.
No momento, estou na mesma floresta, em frente ao mesmo lago lindo que eu visitei dois dias atrás.
A única diferença é a escuridão.
Tudo ao meu redor está tão escuro e sombrio, que eu nem sequer consigo descobrir para qual direção devo ir para voltar à minha casa.
Decidindo que talvez seja melhor esperar o nascer do sol, eu fico sentada nesta grande pedra, esperando isso acontecer. A minha mente se incomoda e me diz para correr em qualquer direção que eu possa.
"Querida Lia?"
De repente, ouço um sussurro vindo de longe.
"Quem está aí?" Eu grito de volta, olhando ao meu redor para localizar a fonte da voz. Viro para a minha direita e vejo uma luz vindo de uma fonte distante.
Acho que eu devo ir para lá, talvez seja uma das luzes das ruas da cidade.
"Querida Lia?" A voz chama de novo; desta vez, atrás de mim.
"Quem está aí? Apareça se quer conversar. Olha, isso não tem graça. Eu já estou tendo um dia ruim." Grito de volta para quem quer que esteja me chamando. Eu não estou com humor para pegadinhas.
Logo, vejo uma senhora vestida com um vestido branco, laços e flores rosa, saindo da escuridão. Ela parece um lindo anjo. E, se eu não estou errada, esta senhora não está andando, mas praticamente flutuando no ar.
"Você é um anjo?" Pergunto, querendo me bater por fazer esse comentário.
Nem eu sei de onde isso vem. Ela não é um anjo, mas deve ser um fantasma.
"Não, querida. Eu sou alguém que você precisa conhecer." Ela diz, com sua doce e angelical voz.
Eu a encaro, observando cada detalhe seu, quando algo me chama a atenção.
A aparência daquela mulher me surpreende.
Ela quase se parece comigo. Uma versão mais velha minha. Só que ela é mais atraente e bonita. Tem um tipo de beleza que eu nunca vou conseguir ter.
Ela é encantadora, com sua pele cintilante, como se uma energia invisível a fizesse brilhar mais.
"Quem... quem é você exatamente?" Eu gaguejo, sem saber o que dizer para essa ilusão.
Isso deve ser uma ilusão, certo? Por que mais eu veria uma versão mais velha de mim mesma? Uma versão que está me chamando de "querida".
"É um sonho." Digo a ninguém em particular.
"De fato, é um sonho. Mas eu sou real. Você não quer cumprimentar sua mãe biológica?" Aquela mulher fala de repente.
"Mãe biológica?" Pergunto baixinho.
É um termo estranho para mim. Eu nunca conheci meus pais biológicos, fui adotada muito jovem; só descobri a verdade durante um exame de sangue, quando meus amigos zombaram de mim, pois meu sangue não era compatível com o dos meus pais.
"Sim, querida. Eu sou sua mãe biológica. E aquele homem é seu pai biológico." Ela aponta para uma direção.
Vejo um homem bonito surgir da direção na qual era indica.

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