Ponto de Vista da Natalia
'Ah. Minha cabeça dói.' É a primeira coisa que vem à minha mente quando recupero a consciência.
'É claro que dói, sua idiota. Você quase nos matou!' Halia grita comigo, tornando tudo pior do que já está.
'Você pode calar a boca por um minuto, mulher? Estou tentando abrir os olhos aqui.' Grito de volta, fazendo ela revirar os olhos para mim, antes de se sentar em um canto fazendo sei lá o quê.
'Ah... Por que é tão difícil abrir os olhos? Não consigo ouvir nenhum sussurro perto de mim. Estou morta?' Questiono.
Silêncio.
'Estou morta, Halia?' Pergunto de novo.
Silêncio de novo.
Bom, ela está me ignorando agora. Perfeito! Isso me lembra: por que estou falando com ela em primeiro lugar?
Às vezes, eu realmente acho que preciso ver um psiquiatra e fazer um check-up completo para ver se há algo errado com minha cabeça.
Grunhindo diante da minha falha, fico parada por um momento. Tento lembrar por que estou nesta situação para começo de conversa.
"Ela já deveria ter acordado agora, por que os comprimidos não estão funcionando?" Ouço um sussurro fraco, vindo de algum lugar perto de mim.
"Estou nem aí! Ou você tenta outra coisa para acordá-la, ou eu garanto que você nunca mais vai conseguir cuidar de ninguém." Essa voz grita novamente, desta vez, muito mais alto do que antes.
Não sei quem é essa pessoa, mas sua voz consegue me acalmar de um jeito estranho e aliviar minha dor.
Suspirando, tento mais uma vez sair desta escuridão em minha mente, e não demora muito para que eu consiga abrir meus olhos.
No entanto, assim que abro os olhos, tudo que vejo é uma escuridão total ao meu redor.
Mas, por que está tão escuro, mesmo após eu abrir os olhos?
Olho os arredores, movimentando minha mão na cama onde eu estou deitada, ou devo dizer, na qual estava dormindo.
Fica claro que meu lado direito está vazio, já que eu não sinto nenhum calor ali. Mas, assim que movo minha mão esquerda para o lado, sinto algo.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Destino Entrelaçado