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O Destino Entrelaçado romance Capítulo 22

Ponto de Vista da Natalia

Antes que eu consiga dizer qualquer coisa, a porta do quarto se abre, e Luciano entra correndo.

"Natalia, isso não é o que eu..." Xavier começa, tentando se aproximar de mim novamente, mas para quando vê Luciano.

"Luciano!" Digo, suspirando de alívio, antes de correr até o seu lado.

"Tudo bem... eu estou aqui, querida." Ele diz, ajeitando meus cabelos atrás das orelhas.

Não sei por quê, mas sempre sinto um estranho carinho e um calor radiar dele, quando olho para seu rosto. Abraçando-o apertado, eu encosto a cabeça no seu peito, então peço que ele me tire daquele quarto.

Eu sei que é uma atitude um pouco impulsiva, deixar Xavier assim, quando fui eu quem começou a cena toda; nem lhe dou a chance de se explicar, mas isso não significa que suas palavras não me magoem.

Agora, quando penso no passado, sempre que tive algum pensamento mais atrevido em relação a ele, fico feliz por nunca ter tomado uma iniciativa, nem expressado meus sentimentos. É bom que meu medo de perdê-lo sempre fique no caminho, senão eu realmente teria perdido um bom amigo.

Ao ouvir minhas palavras, Luciano me pega nos braços, acenando com a cabeça para Xavier, que parece irritado. Acabo gemendo e apertando mais meus braços em volta de Luciano.

Assim que saímos do quarto, escuto um som estranho de algo quebrando atrás de nós, logo antes da porta do quarto se fechar.

"É minha culpa, tirei conclusões precipitadas e o irritei." Eu sussurro para ninguém em particular.

"Não é sua culpa, Lia. Dê um tempo a ele. Ninguém gosta de ser mal interpretado, concorda?" Luciano pergunta, eu aceno com a cabeça.

Isso é o que eu gosto no Luciano. Ele é muito maduro para alguém da sua idade. Ele se comporta como um cavalheiro e sempre é muito educado com todos; isso faz dele uma pessoa tão boa.

Suspirando alto, eu encosto a cabeça no ombro dele, pois a sinto começar a latejar de novo.

Parecendo abrir uma porta aleatória nesta mansão enorme, Luciano me coloca na cama, então me fala para ficar à vontade, enquanto ele prepara algo para comer na cozinha.

"De quem é este quarto?" Eu pergunto ao olhar ao redor.

"É meu, o que foi?" Luciano pergunta ao parar perto da porta.

"Nada. É bem colorido e calmante." Respondo, fazendo-o rir antes de me deixar sozinha.

Olho em direção às grandes janelas, que estão cobertas com as cortinas. Decido andar até elas.

Deslizando as cortinas de lado e abrindo uma das janelas, observo a vista maravilhosa lá fora. Provavelmente já é meia-noite, ao se considerar o quão escuro está o céu. Olhando para as luzes da fonte à direita, acabo sorrindo para o golfinho artificial que entra e saí repetidamente da água.

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