Ponto de Vista do Xavier
Quando a música acaba, eu afasto Lisa de mim.
"Na próxima vez, você só se aproxima de mim se for por algum motivo bem sério. Para questões triviais como essas, você pode procurar o Rick." Eu digo, antes de olhar para onde estão servindo a comida, que é o último local no qual avistei Natalia.
Por não conseguir encontrá-la perto de mim, sinto uma preocupação crescente. É quando percebo que Luciano não está a vista também.
Graças a minha aproximação de Natalia, consigo rastrear melhor o cheiro dela, apesar de ainda não entender o motivo pelo qual é tão difícil encontrar o rastro do seu cheiro.
Eu sigo o seu perfume. Meu coração começa a bater um pouco descompassado quando também sinto o cheiro de Luciano, sozinho com ela.
Ao virar a última esquina que leva até a parte de trás da universidade, paro no meio do caminho quando vejo que Luciano está prestes a beijar Natalia.
Assistindo tal cena se desenrolar diante de nós, não consigo controlar Hunter, que solta um rugido de raiva e agonia.
'Ele ousa tocar no que é meu!' Hunter grita em minha mente, rompendo a barreira mental e tomando controle do meu corpo.
Antes que eu possa reagir, Hunter arranca Luciano de perto da Natalia, com um olhar que mostra sua raiva assassina.
'Hunter, se acalme! Eu também estou irritado que ele tentou beijar nossa companheira, mas não podemos permitir que a raiva nos controle! Ele é nosso Beta! Deixa que eu resolvo isso, está bem? Da última vez que você ficou furioso assim, quase fez picadinho de um lobo renegado. Só pense em como Natalia se vai ficar devastada se o melhor amigo dela morrer dessa forma. Você quer fazê-la chorar? Observe como ela está preocupada.' Eu tento argumentar, apesar de, por dentro, estar morrendo de ciúmes ao ver que Natalia preocupada com Luciano.
"Que coisa, Xavier! Solte-o!" Natalia grita para nós. Isso enche Hunter de tristeza, ao ponto de ele me devolver o controle no mesmo instante, enquanto se encolhe como um cachorrinho machucado.
'Não seja tão dramático, está bem?' Reviro os olhos diante de sua atitude. Eu me viro para Luciano, enquanto minhas mãos continuam em volta do seu pescoço.
"Como você ousa tentar beijá-la!? Você sabe quem ela é?" Pergunto com a raiva que surge.
"Eu... Eu... Ela é minha companheira, Xavier. Talvez você goste dela porque ela é bonita e doce, mas você precisa superar isso. Ela é minha companheira. Você pode ser o Rei Alfa, mas ela é minha companheira." Luciano luta para se soltar.
Ele não disse isso! Ele ousa chamá-la de companheira agora!
"Pare de inventar coisas com essa imaginação fértil. Você está sentindo essa necessidade de proteger e cuidar dela porque ela é a sua Rainha Luna! Minha verdadeira companheira! Eu nunca contei para ninguém porque eu tinha medo de perdê-la" Eu grito em seu rosto, antes de socá-lo bem na cara.
Como ele ousa!
Erguendo-o de novo, eu estou prestes a socá-lo mais uma vez quando minha raiva não diminui. Porém, Natalia me impede ao gritar, com uma voz zangada:
"O que você está fazendo!? Deixe-o em paz! Se você tem algum problema comigo, então fale comigo. Dr*ga! Seu cafajeste!"
Ela acaba de me chamar de cafajeste?
'Isso é tudo culpa sua. É porque você dançou com Lisa, ela não entendeu a situação. Você sempre encontra maneiras de estragar tudo, não é? Nem fico surpreso que ela não goste de você, mas goste de mim. Porque, para mim, ninguém está acima dela. Ela é a única garota com quem eu vou dançar, a única garota que eu vou deixar me tocar, a única garota para quem eu sempre vou olhar. Mas você... você tem que sair por aí, discutindo assuntos da alcateia, enquanto dança colado com outras garotas.' Hunter grita comigo, jogando toda a culpa em mim.
Ouvir tanto Natalia quanto Hunter é tão frustrante que eu apenas a pego em meus braços, então corro para a floresta, para conversarmos sobre tudo.
Ela grita diversas ameaças para mim durante um tempo, mas meu único objetivo é tirá-la daqui.
Colocando-a no chão, tento controlar minha respiração devido à quantidade de raiva que sinto. Observo enquanto ela alisa suas roupas amassadas.
Quero tanto punir a nossa companheira por falar com outros rapazes. Já não tinha avisado a ela que eu não gosto disso? Sem saber o que fazer enquanto perco o controle sobre minhas emoções, eu a empurro contra uma árvore. Acabo com a distância entre nós, finalmente colando meus lábios nos dela.
Quando as faíscas começam a explodir dentro de mim, e todo o meu corpo estoura de prazer, eu a trago para ainda mais perto de mim. Sinto-me mais confiante quando ela coloca a mão no meu rosto. Mesmo que ela não retribua o beijo, o fato de que ela não me afasta e coloca a mão ali é o suficiente para mim.

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