Além de Heloísa, Tábata também estava ao seu lado.
Mãe e filha, ambas maquiadas e vestidas com elegância, carregavam bolsas de marcas luxuosas, exalando uma aura de riqueza.
Heloísa, a principal acusada de homicídio doloso, deveria estar presa por pelo menos um mês, até que seu caso fosse transferido para o tribunal de julgamento. A pena mínima para o crime que cometeu é a prisão perpétua, e a máxima, a pena de morte.
Nicole tinha se informado especificamente sobre isso.
No entanto, Heloísa, que deveria estar na prisão aguardando julgamento, estava ali, radiante, diante dela!
Heloísa caminhou em direção a Nicole com um olhar superior e cheio de desprezo:
- Não esperava me ver novamente, né?
- Por que você está aqui? - Perguntou Nicole, friamente.
- Por que estou aqui? Obviamente, porque fui inocentada - Riu Heloísa, como se tivesse ouvido a piada mais engraçada, com um sorriso zombeteiro no rosto. - Nicole, você não sabia quem é o meu pai quando mandou me prender? Você conhece o status da nossa família Rodrigues? Realmente achou que conseguiria me colocar na prisão? Hahaha! Você é realmente ridícula!
Os olhos de Nicole se estreitaram abruptamente. Ela sabia que o pai de Heloísa era um deputado, mas ela tinha provas concretas, e eles estavam descaradamente desafiando a lei!
A expressão de Heloísa mudou, e seu olhar arrogante ficou afiado:
- Aquela intrometida da Solange morreu e acabou! Nicole, o que você pode fazer contra mim? Uma bastarda que cresceu no campo, você quer competir comigo? Nem se olha no espelho?
Ela era a senhorita da família Rodrigues, filha de um deputado, mãe de uma família abastada, e Nicole nem sequer era digna de lhe carregar os sapatos!
Nicole encarava fixamente o rosto de Heloísa, com a imagem de Solange caída em uma poça de sangue passando por sua mente, suas unhas cravadas na palma da mão.
- Chega, Heloísa, fale menos.


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