Nicole sentia seu coração acelerar, respiração irregular e mordia o lábio em silêncio.
— Me agrade.
A voz de Davi, profunda e autoritária, carregava um comando implícito.
O rosto de Nicole corou intensamente:
— Não brinque, alguém pode entrar à sua procura.
Davi a provocava:
— Me agrade e te darei uma recompensa, que tal?
Nicole hesitou, percebendo que não era apenas uma brincadeira, curiosa:
— Que tipo de recompensa?
— Você saberá se me agradar primeiro. — Davi, intencionalmente, deixava as coisas no ar.
— Você não vai me dar outro presente caro, vai?
Talvez uma mansão ou algum objeto de antiquário.
Davi se manteve em silêncio, claramente sem intenção de revelar qualquer detalhe.
Nicole tentava ignorar suas travessuras, mas a curiosidade prevalecia, seus olhos brilhavam, e um sorriso doce e encantador surgia em seus lábios.
— Aqui não é apropriado, vamos esperar até a noite. Primeiro me diga qual é a recompensa.
Davi lançou a ela um olhar, pressionou o intercomunicador na mesa e disse, com voz gelada:
— Eu vou descansar, avise que não quero ser perturbado.
Nicole ficou sem palavras.
— Agora ninguém entrará, pode começar.
Davi largou o intercomunicador, com o olhar sombrio fixo nela.
...
No amplo gabinete do presidente, as cortinas estavam fechadas.
O ambiente, embora escuro, não estava completamente invisível.
Ao lado da escrivaninha, duas figuras se entrelaçavam.
Nicole, com a roupa parcialmente removida, e Davi, ainda completamente vestido, prendendo ela em seus braços. Suas mãos ardentes exploravam desordenadamente seu corpo, enquanto seus lábios finos se demoravam no pescoço pálido e delicado de Nicole.
A temperatura corporal de Davi era alarmantemente alta, fazendo Nicole se sentir como se fosse derreter.
Era difícil distinguir a quem pertenciam os ofegantes apressados.
De repente, Davi parou, soltou Nicole e se apoiou na mesa, com as mãos longas e articuladas formando punhos, veias proeminentes no dorso da mão.
— O que houve?
Nicole abriu lentamente os olhos, respirando de forma instável, seus cílios densos tremiam intensamente.
Os olhos vermelhos de Davi a encaravam fixamente, e sua voz fria saía entre os dentes:
— Não temos preservativo aqui.
Nicole ficou paralisada.
Davi, com seus dedos longos, apertou seu queixo, encarando ela firmemente:
— A partir de agora, você está proibida de tomar pílulas anticoncepcionais, caso contrário, eu te mato! Entendeu?
Ela não queria engravidar agora, bastava ficar ao seu lado.
Quando o momento fosse oportuno no futuro, ele ainda queria que ela tivesse um herdeiro, aqueles medicamentos eram prejudiciais, ele não poderia permitir que ela continuasse tomando.
Nicole, é claro, sabia dos grandes efeitos colaterais das pílulas anticoncepcionais, anteriormente ela também não tinha escolha a não ser tomá-las.
Ao ouvir Davi dizer isso, ela ficou um pouco surpresa e até emocionada, acenando levemente com a cabeça em concordância.
Ela estava tão dócil que Davi, com um olhar sombrio nos olhos, se inclinou e deu um beijo em seus lábios:
— Vá comprar preservativos.
— Ah? — Nicole, frustrada. — Por que eu tenho que comprar?
— Então eu mando o Felipe trazer. — Davi pegou o celular, pronto para ligar.
— Eu vou!
Se realmente mandasse Felipe trazer aqueles preservativos, ela ficaria sem cara para ver ninguém.
— Rápido, volte em dez minutos.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Doce Amor do Magnata para a Secretária Inocente