— Essa é a mulher do Davi, ela é muito bonita, é uma atriz?
Quando Nicole despertou, estava tomada por dores intensas por todo o corpo e conseguia ouvir, ao fundo, passos e a voz de um homem.
Ela se esforçou para abrir os olhos e percebeu que estava em uma sala que lembrava um luxuoso living room, cercada por vários homens altos.
Onde estou?
Quem são estas pessoas?
Nicole tentou se mover e notou que suas mãos estavam amarradas atrás das costas com uma corda, o que a fez empalidecer na hora. Então, viu uma figura no chão, não muito distante.
Ao focar melhor, reconheceu Carolina, também com os olhos fechados.
Carolina estava amarrada como ela, pálida, aparentando estar desmaiada.
Por que ela também está aqui?
— Srta. Carolina? Srta. Carolina!
Nicole tentou se levantar para alcançá-la, mas uma tontura intensa a fez cair de volta ao chão com um baque, sentindo uma dor aguda nos joelhos que a deixou ainda mais pálida.
Carolina permanecia inconsciente, sem responder.
— Sr. Vasco, a mulher acordou. — Uma voz masculina ecoou ao lado.
Nicole ergueu a cabeça e mudou de expressão ao ver um jovem homem numa cadeira de rodas.
Ela pensou que Tábata tivesse tomado medidas drásticas para sequestrá-la, mas, para sua surpresa, era Vasco!
Vasco estava na cadeira de rodas, girando um copo de vinho tinto com os dedos longos, observando ela com interesse enquanto seus olhos sombrios exibiam uma frieza venenosa, típica de uma serpente.
Nicole sentiu um arrepio e olhou para ele cuidadosamente:
— O que você quer fazendo nos trazer aqui? E o motorista que estava comigo, onde ele está?
— Srta. Nicole, você tem muitas perguntas. Está quase perdendo a vida e ainda se preocupa com o bem-estar do motorista.

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