O carro de luxo seguia em direção ao hospital.
No silêncio do carro, ninguém falava.
Davi tinha uma expressão sombria enquanto desatava as cordas que prendiam os pulsos dela.
Os pulsos alvos de Nicole exibiam marcas roxas de contusões, e além dos pulsos, ela tinha escoriações nas pernas e um inchaço vermelho na testa, o que a fazia parecer particularmente lastimável.
Um olhar assassino brilhou nos olhos de Davi, enquanto seus dedos longos e finos massageavam lentamente os pulsos dela, tentando não assustá-la e suavizando o tom de voz:
— Como você se machucou?
Ninguém respondeu.
Davi abaixou a cabeça e viu Nicole, com o rosto pálido, parecendo distraída, sem saber em que pensar.
Essa expressão era muito parecida com a última vez que ela perdeu a consciência.
O coração de Davi se apertou, e ele segurou firmemente a mão de Nicole, cujas mãos geladas o faziam franzir ainda mais a testa, enquanto ele olhava intensamente para o rosto dela:
— Nic, olhe para mim! Fale comigo!
Os olhos de Nicole tremeram ligeiramente e, voltando a si, ela o olhou de forma um tanto perdida:
— O quê?
Ao ouvir sua voz, Davi respirou aliviado, abraçou ela fortemente e beijou suavemente sua testa, com a voz rouca:
— Não é nada!
Nicole não disse nada.
— Não tenha medo, não vou deixar que nada mais aconteça com você. O que ele fez com você hoje, eu farei ele pagar!
Davi pensou que Nicole estava assustada com o que aconteceu.
Nicole encostava no peito largo e sólido do homem e, embora o abraço dele fosse tão quente quanto antes, ela sentia um frio inexplicável.
Após um momento de silêncio, Nicole perguntou:
— Como está o Lorenzo?
Embora Vasco dissesse que Lorenzo estava bem, ela não acreditava na palavra daquele homem.
— Ele está ferido, agora no hospital, mas não corre risco de vida.

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