Vasco segurava em sua mão pálida uma pistola preta, que parecia ter surgido do nada, formando um contraste sinistro e marcante com os ossos brancos de sua mão contra o metal frio e escuro.
Tábata estava caída no chão, o osso do joelho de sua perna direita estilhaçado, transformando a carne em um emaranhado ensanguentado, com o sangue jorrando incessantemente.
Ela estava pálida como papel, agarrando a perna enquanto rolava desesperadamente no chão, gritando em agonia.
Ninguém poderia ter previsto essa cena!
As empregadas também começaram a gritar de pavor!
Nicole observava a perna de Tábata, agora parcialmente tingida de sangue, sentindo náuseas, franzindo a testa em choque e olhando para Vasco.
Ele realmente havia atirado!
Que homem cruel!
— Minha perna... Ah! Vasco, você... Minha perna!
— Irmã, agora você também se tornou uma inválida.
Disse ele, despreocupadamente manipulando a pistola, enquanto o sorriso em seu rosto pálido despertava terror.
Tábata tremia, mordendo os dentes e encarando ele fixamente:
— Por quê? Vasco, como você pôde... Você... Eu sabia, a empresa do sul... Foi você... Não foi? Vasco!
— Sim. — Vasco admitiu sem hesitar. — Eu realmente não queria me envolver com os assuntos da família Rodrigues, mas já que você mexeu comigo, deveria esperar por isso!
Tábata tentava se levantar, cobrindo o joelho, mas falhava repetidamente. Ela rangia os dentes em fúria:
— Vasco, eu nunca fiz nada para te prejudicar! — Ela rugiu. — Eu te ajudei... Tanto... Vasco! Eu sou sua irmã!
Vasco riu debochadamente:
— Não é minha irmã de sangue.
Tábata era filha da primeira esposa de Walter, que morreu antes de ele se casar com a mãe de Vasco.
A conexão entre eles nunca foi verdadeiramente autêntica, e discutir serem irmãos naquele momento parecia uma piada.
Tábata suava frio de dor:
— Vasco, foi Davi quem disse algo para você? Certamente foi ele... Como você pode acreditar nele! Sua perna foi ele...

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