Nicole olhava para ele.
Nos olhos cintilantes de Nicole, havia espaço apenas para a imagem de Davi, parecia que, além dele, nada mais existia.
Davi a observava intensamente, e em seu olhar não se via traço de falsidade ou adulação.
Seu peito tremia intensamente.
A impassível Nicole confessou que gostava dele!
Uma emoção avassaladora irrompeu de todos os lados, inundando aquele órgão pulsante, cheio a ponto de transbordar.
— Nicole.
A voz de Davi era rouca, e seu olhar sombrio parecia querer penetrar no fundo de seus olhos, dizendo firmemente:
— Não importa se você está falando sério ou não, eu levei a sério!
Assim que as palavras foram pronunciadas, ele baixou a cabeça e beijou seus lábios.
O beijo de Davi hoje diferia dos anteriores, dominadores e assertivos. Hoje, estava excepcionalmente gentil, uma completa mudança do usual.
Seu beijo, cheio de ternura, carinho, prazer e afeto, transmitia todas essas emoções a ela.
O coração de Nicole palpitava fortemente, e seus cílios densos tremiam enquanto ela fechava os olhos lentamente, respondendo suavemente ao beijo dele.
Contudo, o beijo gentil de Davi durou apenas um momento, se intensificando gradualmente, apertando ela cada vez mais em seus braços.
Em pouco tempo, Nicole estava completamente enfraquecida pelo beijo, quase incapaz de se manter de pé, e seu corpo amolecido se encostava ao dele.
Até que ela quase sufocou, Davi finalmente soltou seus lábios, mas não cessou de beijá-la, deslocando seus lábios para o delicado pescoço de pele branca como neve.
Fazia muito tempo que ele não a tocava, e os beijos ardentes refletiam seu desejo por ela.
— Ah!
O corpo de Nicole tremia.
Davi parou, erguendo a cabeça do pescoço dela, apenas para ver um hematoma escuro em seu ombro, franzindo a testa com uma voz rouca e grave:
— Desculpe, machuquei você.
— Não dói muito.
Nicole balançava a cabeça levemente.
Ela estava machucada, e Davi, apesar de quase enlouquecer, não tinha intenções de fazer amor com ela naquele momento.
Os longos dedos do homem afastavam o cabelo dela para trás da orelha, enquanto seus olhos ainda inflamados de desejo fitavam profundamente o rosto delicado e pálido da mulher em seus braços.
— Nic, diga de novo!
— O que? — Nicole ficou surpresa, então percebeu, e um leve sorriso surgiu em seus lábios. — Davi, eu gosto de você.
Os olhos sombrios do homem exibiam uma alegria evidente, e seus lábios finos tremiam levemente:
— Diga de novo.
Ele adorava ouvi-la pronunciar aquelas palavras.
Nicole achava isso um tanto engraçado, olhando para ele e dizendo devagar:
— Eu disse que eu gosto de você. — Ela fez uma pausa e continuou. — Davi, mesmo que você ainda não goste de mim, eu vou me esforçar.
Davi franzia a testa de repente, com uma voz fria e descontente:
— Quem disse que eu não gosto de você? Se eu não gostasse, estaria procurando por você? Eu ficaria aqui?
Depois de tudo o que aconteceu, essa mulher ainda dizia que ele não gostava dela!
Davi, que momentos antes se sentia doce, agora estava tão irritado que sentia dor no peito!
Nicole, com o rosto cheio de surpresa, olhava para ele incrédula:
— Você gosta de mim?
— Não! — Davi a encarava com irritação. — Eu te odeio!
Sua expressão era fria e seu olhar, feroz, mas suas orelhas estavam vermelhas.
Era óbvio que ele estava sendo sarcástico.
Nicole fitava fixamente o rosto irritado do homem.
Davi realmente gostava dela!
Os olhos lacrimejantes de Nicole piscavam:
— Eu não sabia, você nunca me disse...
— Eu claramente te disse!
— Davi interrompeu ela friamente.
— Quando?
Ela não se lembrava de ele ter dito algo assim.
Davi franzia a testa, dizendo friamente:
— Eu te disse, dei a você meu carinho.

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