Nicole pegou o celular, atendendo sem olhar o número:
— Davi, o que foi agora?
— Irmã, sou eu. — A voz de Sarah ecoou ao telefone.
Nicole se surpreendeu:
— O que aconteceu?
— Irmã Nicole, eu ganhei um concurso de pintura na escola ontem e quero te dar o desenho. Pode se encontrar comigo?
A ansiedade na voz de Sarah fez com que Nicole não pudesse recusar.
— Me mande o endereço, estarei aí em breve. — Disse Nicole.
— Ótimo, irmã Nicole, estarei te esperando. — Sarah respondeu animada, desligando o telefone e enviando logo em seguida a localização.
Nicole olhou para o celular, o ponto de encontro era um café.
Hoje, ela e Vasco estavam se saindo bem, a festa já estava pela metade, e não seria difícil encontrar uma desculpa para sair.
Se levantando, Nicole caminhou em direção à porta da mansão, enviando uma mensagem para Vasco:
[Tenho que sair por um assunto urgente.]
Caminhava de cabeça baixa e não percebeu o obstáculo à frente, esbarrando em alguém que vinha na direção oposta, fazendo seu celular cair.
— Desculpe, eu não vi você.
Nicole se apressou em se desculpar, se agachando para pegar o celular, mas uma mão masculina branca e esguia se adiantou, entregando ele de volta:
— Desculpe, veja se quebrou.
Levantando a cabeça, Nicole se deparou com um jovem alto, de cabelos pretos curtos e traços atraentes, com um ar elegante. Ele a olhava com um semblante cheio de desculpas, provavelmente outro convidado do evento.
Ao vê-la, um lampejo de surpresa brilhou nos olhos do homem, que a encarava fixamente.
— Não foi sua culpa, preciso ir, até logo.
Pegando o celular, Nicole sorriu para ele sem perceber seu olhar estranho e saiu, levantando a barra do vestido.
O homem se virou, seguindo com o olhar a silhueta de Nicole em rosa pálido, e a surpresa em seus olhos demorou a desaparecer, pois a aparência da jovem era incrivelmente semelhante à de sua tia!

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