O carro parou em frente ao prédio da empresa de Davi.
Os três subiram juntos para o andar de cima.
Ao se aproximarem da porta do escritório do presidente, ouviram de dentro uma voz masculina fria e implacável xingando alguém.
Era evidente que alguém estava enfrentando problemas sérios.
Gabriel, com um olhar significativo para Nicole, empurrou a porta para entrar.
Nesse exato momento, uma pasta que Davi segurava voou em direção à porta. Gabriel, ágil, abraçou Clara e desviou.
Porém, Nicole, que estava atrás deles, não teve a mesma sorte. Ao desviarem, a pasta atingiu Nicole, que gritou de dor.
— Ah!
Davi deu um olhar severo e se levantou abruptamente, indo em direção a ela, mas após dois passos, parou e se sentou novamente, sem expressão, abrindo um documento.
— Nicole, você está bem?
Clara correu preocupada até Nicole.
— Estou bem.
Nicole, ainda sentindo dor, mordeu o lábio e balançou a cabeça.
Ela olhou para Davi, que estava sentado atrás da mesa do escritório, e notou que ele mal olhava para ela. Seu coração apertou e ela se sentiu injustiçada.
— Davi, isso conta como violência doméstica? — Brincou Gabriel.
Davi, sem levantar a cabeça, respondeu:
— Pessoas não envolvidas, saiam!
Sua voz fria parecia congelar o ambiente.
Entre as pessoas presentes estavam Davi, três executivos, Gabriel como parceiro de negócios e Clara, ligada a Gabriel.
Diante disso, a ordem de "pessoas não envolvidas" claramente se dirigia a Nicole.
— Não ouviram? Ele disse que pessoas não envolvidas deveriam sair, vamos.
Gabriel se dirigiu aos três executivos com essas palavras, ciente do relacionamento entre Nicole e Davi, e eles prontamente saíram, com Gabriel puxando Clara consigo.
Ao saírem do escritório, Clara soltou a mão dele:
— Por que você não bloqueou aquela pasta?
Ela sabia das habilidades de Gabriel, que poderia facilmente ter interceptado a pasta.
Gabriel levantou uma sobrancelha:

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