Severino ouvira seu pai mencionar que, quando era pequeno, sua tia o conheceu, mas ele era tão jovem que não retinha memórias daquela época.
De fato, desde o primeiro encontro com Nicole, Severino nutria a forte intuição de que ela era filha de sua tia!
Essa suspeita agora se confirmava através de um teste de DNA.
Severino estava radiante de felicidade.
Curiosamente, a família Amorim, por algum motivo, sempre teve mais homens do que mulheres em cada geração. Sua mãe havia tentado diversos métodos para ter uma filha, sem sucesso, o que era bastante intrigante!
Ele já havia visto os resultados do teste, mas antes de informar a família Amorim, foi ao encontro de Nicole.
Mal podia imaginar a surpresa que a notícia causaria na família.
Sempre quis ter uma irmã, e agora esse desejo se realizava!
A única ressalva era que Nicole já era adulta, o que tornava abraços efusivos inapropriados, mas ele certamente teria dado um grande abraço nela, se fosse possível.
Observando Severino, cujos olhos brilhavam de entusiasmo, Davi franzia a testa, visivelmente descontente. Ele detestava ver qualquer homem olhando para Nicole, mas, ao saber que o outro era primo dela, se conteve.
Em contrapartida à euforia de Severino, Nicole se mantinha notavelmente serena, incapaz de falar enquanto analisava o relatório de teste.
Nos dias que se seguiram à revelação de Severino, ela experimentou uma inquietação crescente, mas agora tudo se esclarecia.
Ela e Severino eram realmente primos de sangue.
Davi, por sua vez, estava bastante tranquilo. Ao ver pela primeira vez uma foto de Thainá Amorim, intuiu que Nicole deveria ser uma Amorim, e estava correto.
Nicole, olhando o relatório, se mostrava confusa:
— Então, minha mãe deveria ser uma Amorim? Mas isso não está certo, minha mãe se chama Valentina.
O que poderia significar isso?
Severino alterou sua expressão:
— Eu conheço essa Valentina, ela era a guarda-costas de minha tia! Você é filha da minha tia, seu nome é Thainá.
Severino pegou seu celular e mostrou a foto de Thainá para Nicole.
Na imagem, Thainá parecia ter vinte e poucos anos, era uma mulher vibrante, com um rosto que lembrava o de Nicole. Seus lábios esboçavam um leve sorriso, suas feições eram delicadas e ela possuía uma aura distintamente nobre.
Observando mais de perto, eram perceptíveis as diferenças entre elas: os traços de Nicole eram mais bonitos que os de Thainá, e seu rosto era mais ameno, enquanto Thainá mostrava uma expressão mais resoluta.
Ao contemplar a mulher na foto, talvez pelo laço de sangue, Nicole sentiu uma forte palpitação em seu peito.
— Sua tia é uma mulher muito inteligente. Você já ouviu falar no Banco de Desenvolvimento Marítimo? Sua tia foi a fundadora. Ela tem muitas histórias lendárias. Meu pai dizia que ela foi preparada para ser a herdeira, e se nada tivesse ocorrido, ela seria a responsável pela família Amorim.

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