Ele ficava cada vez mais desgostoso com as pessoas da família Furtado.
Severino estava prestes a abrir a porta do carro para descer, quando Nicole rapidamente o impediu:
— Irmão, eu quero falar com ele.
Severino franzia a testa:
— O que você tem para conversar com esse tipo de pessoa?
Uma leve nuvem de tristeza envolvia o rosto de Nicole:
— Precisamos esclarecer as coisas.
Ela ainda nutria sentimentos por Davi, era visível.
Severino suspirou:
— Se ele ousar te machucar, me avise. Você tem uma família, ninguém pode te maltratar, entendeu?
— Entendi.
Nicole sorriu levemente e acenou com a cabeça, entregando a ela um pequeno frasco de remédio:
— Irmão, você pode me ajudar a entregar este remédio para o Enzo? Ele está internado no 17º andar da ala VIP do Hospital Geral de Renai.
— Claro.
Sem mais palavras, Nicole abriu a porta do carro e desceu, sorrindo para Davi, que estava ao lado do carro por acaso.
— Como você veio parar aqui?
— Alguém me disse que você estava na Mansão dos Furtado.
Davi segurou seu pulso firmemente, puxando ela para perto, enquanto seus olhos frios e penetrantes a examinavam de cima a baixo.
— O presidente Davi não precisa se preocupar, Nicole não está ferida.
Uma voz masculina clara, porém distante, ecoou ao lado.
Através da janela do carro que estava sendo abaixada, Severino, apoiado casualmente no encosto do banco, olhava para ele com um sorriso que mais parecia uma expressão de desdém.
Davi nem percebeu sua presença.
Antes que Davi pudesse falar, Severino continuou:
— Mas se você continuar se encontrando com Nicole, quem sabe se ela não vai acabar em perigo, não é?
Davi subitamente franziu a testa.
Sem lhe dar mais atenção, Severino falou ternamente a Nicole:
— Quando terminar, ligue para o irmão vir buscá-la.
— Está bem.
Ela assentiu.
Sem mais nada a dizer e sem olhar novamente para Davi, Severino simplesmente subiu o vidro do carro e ordenou aos seus empregados:
— Vamos.
O carro preto rapidamente se afastou.
Davi parecia sombrio:
— Seu irmão parece ter uma grande objeção a mim.
Nicole desviou o olhar para o homem ao seu lado, com um sorriso sutil nos lábios:
— Ele só está preocupado comigo.
Davi a encarou profundamente, sem dizer mais nada, apertando sua mão e entrelaçando seus dedos, enquanto caminhavam em direção ao carro esportivo.

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