Por outro lado, Nicole e Davi estavam sentados sob a pérgola de uvas da mansão.
Nicole segurava alguns documentos do banco, enquanto Davi, ao seu lado, descascava uvas e as oferecia a ela, enquanto explicava os termos do contrato.
Nicole ouvia atentamente, fazendo perguntas sempre que algo não era claro a ela.
— Então, se a empresa está limpa, o melhor a fazer é esclarecer tudo e entregar o caso para a polícia cuidar. — Disse Davi.
Nicole perguntou:
— E se isso não for bom para nós? Por exemplo, se as informações comprometedoras que vazaram forem verdadeiras, o que devemos fazer?
Com uvas na boca, Nicole falava com a voz abafada e as bochechas inchadas, se assemelhando a um pequeno esquilo, extremamente fofa!
Os dedos longos de Davi, carinhosamente, beliscaram suas bochechas:
— Se as informações comprometedoras que vazaram forem verdadeiras e não tivermos uma explicação, então confunda o público e lance algumas informações sobre os concorrentes, quanto mais chamar a atenção da mídia, melhor, para desviar o foco.
Nicole arregalou os olhos:
— Isso é muito antiético!
Davi curvou os dedos e deu um leve toque na testa dela:
— Se você quer se firmar no mundo dos negócios, ser muito ético pode ser uma desvantagem.
Nicole sabia que ele estava certo e esfregou a testa com a mão:
— Ainda bem que eu não sou sua concorrente, senão também seria explorada por você!
O olhar de Davi escureceu e ele sussurrou em seu ouvido, com voz rouca:
— Nicole, agora eu quero fazer amor com você.
A voz quente do homem, carregada de calor, parecia uma corrente elétrica percorrendo seu corpo, fazendo Nicole instintivamente se desviar para o lado, com uma expressão de incredulidade:
— Seja mais sério!
Seus lábios macios e suculentos estavam molhados com suco de uva, brilhando tentadoramente, fazendo Davi, com um olhar malicioso, se inclinar para beijar seus lábios úmidos.
Nicole rapidamente arregalou os olhos.
Havia seguranças por perto, e Nicole, que é tímida, se sentia envergonhada de beijar na frente dos outros, empurrando o peito dele com as mãos pequenas.
Ela queria pedir que ele a soltasse, mas seus lábios estavam selados, e ela não conseguia falar.
Desde que Davi se machucou, ele mal a beijava levemente, e esse tipo de beijo profundo era uma novidade.
O sangue clamava por seu desejo por ela, Davi saboreava sua doçura, beijando ela cada vez mais profundamente, como se quisesse engoli-la inteira.
Os lábios de Nicole murmuravam um protesto abafado, mas os sons que ela emitia apenas incitavam ainda mais o desejo de Davi.
De repente, o toque de um celular quebrou o clima.
Nicole estava quase sem ar, empurrando ele com força, seu rostinho estava vermelho:
— O telefone está tocando, alguém está procurando por você.
O olhar invasivo de Davi parecia que ele a devoraria.
O rosto do homem, belo e sombrio, estava coberto por uma camada de desagrado, enquanto ele envolvia firmemente a cintura dela com os braços e pegava o celular para ver quem estava ligando.
Seu olhar esfriou ao ver o número e atendeu:
— O que foi?
— Presidente Davi, sou o médico da Srta. Dalila, a Srta. Dalila teve outra crise, por favor, venha rápido.
A voz do homem do outro lado da linha era particularmente clara, e Nicole também ouviu, franzindo a testa ligeiramente.
— Ela está tendo uma crise e você me chama? Você é o médico ou sou eu? — A voz de Davi era extremamente fria.
— Presidente Davi, mas a Srta. Dalila precisa de sua presença para se acalmar...
O olhar de Davi ficou ainda mais gelado:
— Ela precisa de mim para se acalmar, é?
Mesmo através do telefone, o médico do outro lado podia sentir a aura assassina e gaguejou:
— Sim...

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