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O Fim da Ilusão: Grávida de Gêmeos de Outro Homem romance Capítulo 15

Beatriz estava sendo segurada pelos dois seguranças, com as pontas dos pés quase saindo do chão. Ela estava pendurada no ar. A diferença de força entre homem e mulher ficou evidente, ainda mais sendo dois profissionais treinados.

Maurício estava parado na frente dela, olhando-a de cima para baixo. Aqueles olhos eram frios, sem qualquer temperatura.

Embora fosse o mesmo rosto, parecia outra pessoa em comparação com o homem de camisa velha do Beco dos Jacarandás. Ele abriu a boca para falar num tom leve:

— Levem ela.

Os seguranças se moveram ao ouvir a ordem e arrastaram Beatriz até a porta.

O coração de Beatriz quase pulou pela boca.

Ela sabia que Maurício não estava brincando. Com o poder que aquele homem tinha, fazer alguém sumir na capital era tão fácil quanto pisar numa formiga. Ela não podia deixar que a levassem.

— Espera!

Beatriz gritou com todas as forças, com a voz um pouco trêmula de medo.

— Sr. Maurício! Ainda tenho uma coisa para falar!

Maurício ergueu a mão e os seguranças pararam no mesmo instante.

Beatriz ficou parada, presa pelos braços, respirando com dificuldade. Suas pernas estavam tão moles que mal aguentava ficar em pé. Só então percebeu que suas costas estavam ensopadas de suor frio.

Maurício se virou, olhou para ela, ergueu uma sobrancelha. Ele trazia consigo uma presença que deixava qualquer um sob pressão, e soltou uma palavra fria:

— Fale.

Beatriz respirou fundo, tentando se acalmar.

— Sr. Maurício, pode pedir para eles me soltarem primeiro? Tenho uma coisa para te mostrar.

Maurício olhou para ela por dois segundos e fez um gesto com a mão.

Os seguranças a soltaram. Beatriz tropeçou e quase caiu. Ela se apoiou na mesa ao lado para firmar o corpo, pegou o celular na bolsa tremendo, abriu uma foto e entregou a Maurício.

— Olhe.

Maurício abaixou a cabeça e olhou, com os olhos fixos na foto.

Na imagem, havia um homem de camisa velha, sentado num carrinho elétrico popular, com um olhar frio e uma postura distante. O fundo era o beco destruído de uma vila na cidade, e as paredes estavam cheias de musgo.

Maurício se recostou e bateu os dedos devagar no braço da cadeira.

— Senhorita Beatriz, eu sou um empresário. Empresários buscam lucro. Se não consigo ver o retorno financeiro agora, por que eu deveria acreditar em você?

Beatriz mordeu os lábios. — O que você quer?

O olhar de Maurício desceu lentamente pelo rosto dela, percorreu o corpo inteiro, e ele ergueu os cantos dos olhos, demonstrando um interesse de brincadeira.

Beatriz sacou na hora e deu meio passo para trás, encarando-o de forma defensiva.

— Sr. Maurício, eu sou casada.

Maurício ergueu a sobrancelha, aumentando o sorriso: — Aquele na porta?

Beatriz travou, apertou os lábios e ficou calada. Pensando bem agora, até que o Thiago parecia insignificante perto de Maurício.

Maurício deu uma risada, encostou na cadeira e usou um tom de provocação:

— Senhorita Beatriz, com esse seu gosto para homens, tem como eu confiar em você?

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