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O Fim da Ilusão: Grávida de Gêmeos de Outro Homem romance Capítulo 278

Beatriz saiu do escritório de Maurício e começou a descer as escadas. Ao chegar na curva do segundo andar, seus passos pararam de repente.

No fim do corredor havia uma sala de escritório com a porta aberta. Na entrada, tinha uma placa novinha impressa com o nome e o cargo dela.

Ela travou por um segundo antes de entender. Era a sala que o Maurício tinha montado para ela. Antes ela ficava no salão espremida com a equipe e nem desconfiou que ele faria algo assim tão quieto.

Beatriz puxou os lábios segurando um sorriso, entrou e fechou a porta de leve.

O olho dela bateu na mesa limpinha e arrumada, na planta no peitoril da janela, e um sentimento de conforto tomou conta do coração dela.

Na hora do almoço, o som de um salto alto conhecido ecoou no corredor.

Beatriz levantou a cabeça e viu pela divisória de vidro transparente a figura de alguém que não podia ser mais familiar.

Melissa Valente vinha do lado do elevador vestindo um conjunto bege bem cortado. Os passos eram acelerados, a expressão severa e fria, e as mãos agarravam uma pasta.

Beatriz não ficou nem um pouco surpresa ao ver a mulher, que afinal podia aparecer ali a qualquer hora. Agora, além de Thiago Monteiro nas costas apoiando, ela ainda contava com o Otávio Neves se jogando aos pés para cuidar de tudo para ela.

As portas do Grupo Drumond não eram mais que uma porta giratória que ela podia empurrar a qualquer instante.

Melissa estava claro que a viu, o olhar dela varreu friamente através do vidro, os pés nem deram um tempo na corrida para o andar de cima através do corredor.

Beatriz não quis nem saber, baixou a cabeça para continuar mexendo com os dados que tinha nas mãos.

Melissa Valente rumou direto para a sala de Felipe no andar de cima.

Ela bateu duas vezes na porta, e de dentro escutou-se a voz impaciente e grossa do homem: — Pode entrar.

Ela empurrou a porta para entrar. Felipe ainda estava folheando o arquivo da mesa. Como achava que era o gerente vindo bater o ponto com as coisas, nem levantou a cara; só jogou o queixo para cima apontando a cadeira para sentarem.

Depois de esperar um tempo, ele viu que quem chegou nem se mexeu. Ele enrugou a cara para olhar e, ao ver Melissa Valente bem no meio do escritório, tomou um susto.

— Quem é você? Quem te autorizou a entrar? — Felipe jogou os papéis por cima da mesa; a voz escancarava a falta de paciência.

Quando ele passou o nome da Letícia pela língua, não restava nem sinal da carícia dos corações enamorados ali; restava apenas um ar de impaciência, dentes cerramos e a dor de cabeça pelo incômodo gerado.

Melissa, agora com a cara levemente fechada também, prendeu o olhar firme e de igual para igual. — Jovem mestre, como é que você diz uma coisa assim? Eu até conheço o que rola por trás de vocês dois, mas hoje, a dona disso nem mesmo está sabendo de eu estar aqui.

Felipe levantou os olhos só um instante que fosse, e com esse negócio soltou um pingo daquele jeito de quem estava cuidando de cada coisinha pra ver onde as garras dela iriam chegar, e de espanto misturado. — Por que você veio então?

Melissa sorriu. Saiu andando em pé e olhando lentamente cada centímetro com os saltos pisando firme ali.

Seus olhos passavam os quadros pintados de artistas de fama na parede antes de cair lá na estante com as coisas da antiguidade; o olhar dela tava preenchido com aprovação que o lugar parecia.

Andou pelo recinto e parou mesmo em frente de Felipe; o elogio dela tinha o tamanho ideal sem parecer muito. — Andei escutando por aqui como é que você não demora mais que o nada depois de botar o pé aqui no país, para sentar no comando desse assento, também já está evidente demais por conta disso o carinho que o senhor Augusto põe no que o jovem mestre quer ser na praça. O meu lugar hoje, não vai ser de outra forma do que vim em busca da proteção do jovem mestre Drumond, não.

Felipe contorceu suas sobrancelhas, que se franziram profundamente. Ficou no encosto batendo a visão na mulher enquanto espalhava escárnio deslavado num olhar com as defesas todas prontas.

— E desde de quando eu já conheço as tuas manias? O Maurício não é que mandou rodar as suas pernas antes disso por alguma razão daqui? E no meio dessa conta, Grupo Drumond tá dando as turras com Grupo Neves, de parar todos os lances, até a segunda remessa ficou engasgada lá nas guelras até a hora de agora; isso com tudo o que vem de você botar os seus dedos no meio da rodada. Como é que tem cara de voltar? Eu é que te deixei ir pelo meio da paciência que não fui cobrar as contas com você.

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