Maurício estava de braços cruzados atrás, olhando inexpressivamente para Cecília. Ele observava como ela trataria Alana.
Se ela ousasse machucar Alana, ele com certeza não se importaria mais com o suposto laço familiar.
Mas ele não esperava que, no segundo seguinte, Cecília abraçasse Alana apertado e começasse a chorar.
— Alana, minha Alana.
Maurício também ficou perplexo, parecendo não esperar aquela cena.
Os olhos de Alana ficaram vermelhos na mesma hora, e ela retribuiu o abraço de Cecília.
— Sou eu, mãe, sou a Alana.
Cecília chorou enquanto a abraçava. — A mamãe finalmente te viu de novo.
Maurício não teve coragem de interromper. Ele as observou chorar. Cecília, com os olhos vermelhos, olhava para a filha biológica à sua frente. A alegria de recuperar o que havia sido perdido surgiu em seu coração.
— Alana, você sofreu tanto todos esses anos.
Alana balançou a cabeça. — Não, mãe. Na verdade, vivi muito bem todos esses anos. A Vovó Helena me tratou muito bem, e meus amigos também. Só não imaginava que um dia conseguiria encontrar minha mãe e meu irmão de novo. A propósito, e o papai?
Ao mencionar Augusto, os rostos de Cecília e Maurício fecharam. Alana cresceu no orfanato e era muito boa em observar a expressão dos outros. Ao vê-los ficar assim, soube que seu desaparecimento tinha a ver com Augusto.
Maurício se aproximou devagar e olhou para Cecília. — Por que não contou?

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