Maurício balançou a cabeça e um sorriso amargo apareceu nos lábios. — Não é nada. Você ainda é jovem, não entende essas coisas.
Alana olhou para o irmão com resignação. — Irmão, já sou adulta, não sou mais criança. Não sou aquela menininha das suas lembranças que ficava correndo atrás de você pedindo doce.
Maurício parou e se virou para olhá-la, só então percebendo que a irmã já havia crescido tanto sem que ele notasse.
Ele sentiu muita emoção em seu coração.
Mas a maior parte era o arrependimento por não ter participado da infância dela. — Alana, é muito bom que você seja tão despreocupada todo dia. O mundo dos adultos é muito complicado, e eu não quero que você se envolva.
Alana balançou a cabeça. — Que mundo de adultos, o mundo das crianças fingindo ser tão sério. Por que não me conta logo o que está pensando?
— O que você quer que a mãe faça?
As mãos de Maurício apertaram o volante. Ele realmente não sabia o que queria que ela fizesse.
Antes, o que Maurício mais queria era que ela olhasse mais para ele e o tratasse como filho, e não como uma peça de xadrez.
Agora, ao ouvi-la dizer com os próprios ouvidos que o considerava seu filho, ele de repente não sabia mais o que fazer.
— Você ainda é jovem, não pense tanto nisso.
Alana também ficou sem palavras e parou de pensar naquilo. Ela mandou uma mensagem para Beatriz: — Bia, meu irmão realmente precisa que você fale com ele.
Beatriz respondeu quase na mesma hora: — O que aconteceu com ele?
Alana respondeu: — Ele está em um beco sem saída. Quer muito perdoar a nossa mãe, mas não consegue superar esse obstáculo.
Beatriz respondeu: — Então, tente confortá-lo primeiro. Ele não precisa de questionamentos, mas sim de companhia em silêncio. Um abraço já é o bastante.
Alana leu a mensagem de Beatriz e virou a cabeça para olhar para Maurício. Isso seria mesmo o bastante?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: O Fim da Ilusão: Grávida de Gêmeos de Outro Homem