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O Mafioso arrogante e a mãe solteira romance Capítulo 4

NARRAÇÃO DE BRADY DAWSON...

Aproximei-me lentamente. Não sei lidar com crianças. Nunca estive sozinho com uma. Ela parecia curiosa, observava cada canto do escritório. Depois baixou o olhar para o chão — justamente para a mancha que Sara, a empregada, não conseguira limpar por completo.

— O que é isso? — apontou.

Sorri, desconcertado. Cocei o cenho. O que dizer? Eu não podia afirmar que era sangue seco... Não para uma criança tão pequena.

— Sujeira — murmurei, constrangido.

Ela me olhou e se aproximou sem o menor sinal de medo. Depois puxou minha calça, na altura do joelho.

— Você viu a minha mãe?

Abaixei-me, tentando ajudá-la de alguma forma.

— Como ela se chama?

A menininha abaixou a cabeça, pensativa. Talvez fosse informação demais para alguém que aparentava ter três anos.

— Mamãe.

A resposta me arrancou um riso genuíno.

— E como ela é?

— Bonita. Ela é legal e não me deixa descalça. Senão eu fico dodói — disse, fazendo um biquinho prestes a chorar.

Meu sorriso murchou um pouco. Ela me fitou de novo, com aqueles olhos redondos.

— Ela trabalha aqui.

— Eu posso te ajudar a encontrá-la. Como se separou dela?

— Eu tava no quarto... aí saí pra brincar de espiã. Mas não achei o quarto de novo... Ele sumiu — deu de ombros com uma inocência engraçada.

Ri, mas parei no instante em que ela tocou minha barba por fazer.

— Isso espeta — resmungou, dando tapinhas leves.

Segurei sua pequena mão com cuidado.

— Vamos encontrar sua mãe?

Mas ela soltou minha mão, distraída com a coleção de cavalos de enfeite perto da estante. Correu até eles, ficou na ponta dos pés tentando alcançar, deixando até o coelho de pelúcia no chão.

— Pega pra mim! Quero brincar.

Ainda agachado, sorri. A pureza era tanta que ela esquecia o que queria, bastava um novo brinquedo surgir. Levantei-me, peguei alguns cavalinhos e os coloquei no chão.

Ela riu. A risada parecia com a daquela personagem do desenho Masha e o Urso. Me sentei ali, no tapete, sem me reconhecer. Eu... estava sorrindo demais. E por um instante, a escuridão dentro de mim se dissipou.

Enquanto ela brincava, aproveitei para observá-la.

— Qual é o seu nome?

— Julie — respondeu sem parar de brincar.

— Eu me chamo Brady.

Ela parou, me encarou com as sobrancelhas finas franzidas.

— Mamãe disse que você é um ogro.

Engasguei com a vontade de rir.

— Ah é? Foi mesmo?

— Sim. Eu ouvi quando ela falou com a vovó... Eu comi toda a sopa.

— E o que mais ela disse?

Menina no escritório 1

Menina no escritório 2

Menina no escritório 3

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