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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 105

Bryan

Estava tudo certo. Meu celular não parava de tocar. Muitos empresários da elite me ligavam querendo entrar em contato comigo. Como era a primeira vez que fazia um evento nessa proporção, todos queriam fazer de tudo para serem convidados.

— Henrique, cuide dessas ligações. Não sei como eles conseguiram meu número privado — digo, bravo por estar sendo incomodado.

— Entendo, vou providenciar agora mesmo para eles pararem de ligar para o senhor.

Agradeço e vou tomar meu banho. Estava exausto, havia ficado no escritório o dia todo terminando de resolver algumas coisas importantes.

Fiquei sabendo de última hora que até o presidente iria comparecer, e deixei bem claro: eles não teriam tratamento diferenciado. Se quisessem ir, que fossem.

Também tive que aceitar a companhia da Jéssica. Não ficaria bem entrar sem nenhuma mulher. Também não podia expor a Liz. Mesmo ela ficando com raiva, deveria protegê-la a todo custo. Além das fofocas que poderiam falar dela, ela não conseguiria mais andar livremente por aí. E ainda poderia estar correndo mais risco por causa dos meus inimigos. Então continuaria usando a Jéssica, como sempre fiz.

Tomo meu banho e coloco meu terno e, por último, a gravata dourada. Ela foi feita especialmente para combinar com o vestido da Liz. Até imagino ela naquele vestido que escolhi para ela, as esmeraldas em seu pescoço… ela com certeza será a mulher mais linda de lá. Disso eu tinha certeza.

Termino e saio. Henrique ficou para ir depois com Enzo, então sigo. Peço para Xavier passar na casa da Jéssica. Ela aparece sorridente, como sempre. Usava um vestido vermelho colado ao corpo. Ela era linda, não tinha como mentir, mas eu já não suportava mais seu perfume.

Ela se acomoda no carro.

— Oi, Bryan, quanto tempo… estou tão feliz em poder ser sua acompanhante hoje — ela diz, colocando o cinto.

— Só quero deixar bem claro: aceitei apenas pela repercussão que deu após as fofocas sobre nós. Mas também deixarei claro — entraremos juntos para manter as aparências, mas lá dentro você pode procurar outro, entende?

Ela balança a cabeça, entendendo o recado.

— Você ainda está com aquela garota, isso?

— Não quero falar da minha vida pessoal. Vamos apenas fazer isso — digo frio, pedindo para Xavier seguir.

Chegamos logo atrás dos meus pais. Esperamos outros carros para os convidados descerem, até chegar a nossa vez. Desço e vejo o alvoroço dos repórteres querendo falar conosco. Meus homens os afastam, mantendo distância.

Ajudo Jéssica a descer, e logo ela encaixa a mão no meu braço. Entramos como um casal… mas eu odiava aquilo. E não queria que Liz visse, já que sabia o quanto ela ficaria chateada.

Entramos. Vejo o salão repleto de convidados. Logo meus pais me veem e vêm falar comigo. Minha mãe olha para a Jéssica, talvez se perguntando onde estava a Liz. Ela também não gostava desse tipo de mulher. Modelos não eram bem-vistas e não serviam como noiva.

— Oi! — minha mãe diz.

— Oi, Bryan… e quem é a garota? — meu pai pergunta, curioso.

— Pai, essa é aquela modelo famosa, a Jéssica.

— Prazer, você é ainda mais bonita pessoalmente — Brendo diz, beijando a mão dela, galanteador.

— Oi, prazer em conhecer vocês — ela responde, sorrindo.

Então meus olhos param na entrada.

Não só os meus… mas os de todos.

Liz entra com suas amigas.

Ela estava deslumbrante naquele vestido dourado, como se fosse a anfitriã do evento.

— Aquela ali não é a Liz, irmão? — Brendo provoca, com um sorriso de canto. — Ah, claro… você não pode entrar com ela. Imagina se descobrem que o grande Bryan Bellucci tem uma quedinha por “pobretinhas”… — sussurra no meu ouvido.

— Cuide da sua vida. Não é você que logo se casará? Deveria estar com ela então — respondo no mesmo tom.

— Meninos, parem de se provocar. Aquela ali é a Liz? Realmente, ela está linda. Filho… e aquele colar? Não é o do leilão?

— É sim. Usei ela como modelo. Ela está perfeita, não acha?

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