Liz
Chego no hotel, mas o Bryan ainda não havia chegado. Entro e vou direto tomar banho. No banho, penso na situação em que o Pedro se encontrava… como ele conseguiu ficar daquele jeito? Estava tão curiosa para saber por que ele precisava da minha ajuda. Será que era dinheiro que queria? Isso havia ficado na minha cabeça.
Bom, tento não pensar mais nele. Coloco algo confortável e me jogo na cama. Logo a hora passa, a noite vem, e nada do Bryan chegar. O que ele estava fazendo?
Pego meu celular e olho tudo.
“Oi, trabalhando? Está fazendo o quê?” — envio a mensagem, um pouco tímida. Não sabia o que realmente tinha com ele e se podia estar perguntando onde ele estava, o que fazia…
A mensagem é entregue, e logo meu celular começa a tocar...
— Alô? — atendo de imediato.
— Oi! Aconteceu alguma coisa? Você nunca pergunta o que estou fazendo, mas ainda estou em uma reunião com meus homens. Daqui uma hora eu chego aí. Já jantou? — ele pergunta com aquela voz de preocupação.
— Ainda não...
— Então me espere. Já já jantamos juntos.
— Tá bom.
— Beijos, Liz.
— Beijos.
Ele desliga, e então fico lá, na cama enorme, deitada. Era uma vida fantástica, mas ao mesmo tempo eu me sentia tão sozinha… naquele quarto de hotel, que para mim era mais um apartamento, já que tinha de tudo.
Acabo pegando no sono.
Então acordo, olhando para tudo. Já deveria ser tarde… o Bryan já deveria ter chegado. Pego o celular e olho as mensagens e a hora.
Nossa… já era tão tarde… quase duas da manhã.
Me levanto, procurando por ele, mas ele não estava em nenhum lugar. Olho de novo o celular.
Meu coração estava acelerado. Me sinto chateada, com raiva, e com muitas coisas passando pela minha cabeça.
— Cadê você? — pergunto, enviando um áudio para ele, mas nenhuma resposta.
Saio do quarto. Nem lembrava que estava de camisola. Quando os dois seguranças me veem, viram o rosto para não olharem para mim.
— Sabe onde está o seu chefe? — pergunto, brava, mesmo sabendo que eles não entregariam.
Os dois olham um para o outro e respondem:
— Não, senhora. Ele só falou que demoraria um pouco para chegar.
Sorrio, chateada.
Ah, é assim? Ele me deixa sozinha, fala que chegaria cedo, e até agora nada… nem sequer responde ou avisa.
Entro, batendo a porta com muita raiva. Vou até a geladeira, pego uma maçã e como — estava com tanta fome. Depois me deito na cama e fico lá, tentando dormir, mas olhando toda hora para ver se ele respondia ou atendia minhas ligações, pois o celular dele só chamava e chamava.

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