Liz
Estou sentada à frente de Bryan. Aquela mulher entra trazendo as bebidas em um carrinho móvel, sorrindo. Seu olhar provocador para ele me incomodava. Ela era linda, loira, usava um vestido sexy preto coladinho ao corpo, os cabelos presos em um rabo de cavalo, mostrando a linda joia em seu pescoço.
— O que gostaria de beber hoje? — ela pergunta com intimidade, entregando a taça para ele.
— Pode ser o vinho branco — ele diz.
Ela o serve tão perto que fecho a cara.
— E a senhora?
— Ela não bebe — ele responde por mim.
Na minha cabeça passavam várias perguntas. Por que ele não falou “esposa”?
— Também quero vinho — digo, e ele me olha bravo.
Ela pega a taça para me servir, mas ele a toma da mão dela, irritado.
— Ela não vai beber. Traga água e um suco natural de laranja — diz por fim para ela, que sorri para mim.
— Um gole não vai prejudicar os bebês — digo brava para ele.
— Não sabemos, Liz. É melhor evitar.
Fecho a cara. Logo ela entra com duas meninas, que começam a servir as comidas. Traz meu suco e a água, deixando ao meu lado, então fica parada ali olhando para nós dois. A presença dela me deixava tensa. Bryan percebe meu desconforto e pergunta:
— Está bem?
— Ela sempre fica assim em você? Devo me preocupar com essa atenção toda para o meu marido? — pergunto brava, e ele ri.
— Você está com ciúmes dela?
— Por que não estaria? Ela é bonita, te trata muito bem pelo jeito, como não teria?
Ele puxa minha mão para ele, beijando minha mão com o anel.
— Querida, eu a conheço há muito tempo, porque sempre temos reuniões aqui, mas nunca me interessei por ela, juro. Nunca tive interesse — ele diz sincero.
— Por que não me apresentou como sua esposa?
Ele me analisa, seus lábios sorriem satisfeitos.
— Na próxima oportunidade falarei que é minha esposa. Está bom assim?
Balanço a cabeça satisfeita, comendo animada por ter resolvido minhas dúvidas.
Ela podia sentir atração por ele, porque também, quem não sentiria? Penso olhando para o homem à minha frente. Seus cabelos pretos penteados para trás o deixavam ainda mais sério, o rosto forte e intimidador, os olhos negros escondendo segredos perigosos. Ele exalava poder, riqueza e beleza. Mesmo com aquele blazer, qualquer um percebia os músculos definidos por baixo daquelas roupas, e nem falava daquele tanquinho cheio de gominhos que eu amava.
Continuo saboreando a delícia da comida enquanto o observava.
Meu telefone toca.
— Atenda — ele diz olhando para o celular.
Atendo, e Geo fala:
— Amiga, acabei de chegar. Você está por onde? — ela pergunta.
— Estou no restaurante. Já almoçou?
— Já sim, vim com o Pedro e almoçamos no caminho — ela diz se explicando.
— Que bom. Tá bom, te encontro no hotel Bello Grande Palace — digo, e ela concorda desligando.
Olho para Bryan.
— Podemos ir — digo, e ele balança a cabeça concordando.
Ele chama Bianca e saímos. Bryan segura minha mão, me guiando até a saída. Sinto os olhares curiosos das pessoas e principalmente dos funcionários do restaurante.

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