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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 220

Zaid a deixava completamente louca com suas provocações, mas logo se afastou, encarando aqueles olhos traiçoeiros.

— Depois de me provocar, vai me deixar assim? — perguntou ela, irritada.

Ele apenas sorriu.

— Vamos embora. Você já está bêbada.

— Não estou. Estou bem. Quero aproveitar mais.

— Não está, Ali. Basta se olhar no espelho. Vamos embora.

Ele a puxou pelo braço para fora do salão. Alice tentou se soltar, mas acabou sendo conduzida por ele.

— Pare de fazer escândalo. Não queira que eu a pegue no colo e a carregue na frente de todos, não é mesmo? — ameaçou.

Alice bufou, mas acabou indo com ele.

— Emyr, estamos indo. Obrigado pelo convite, mas precisamos ir. — disse Zaid ao passar pelo príncipe.

Todos os convidados olharam curiosos para o casal.

— Não acredito! Já vão? Se for por causa do que sua esposa falou, não se preocupe. Sabemos que ela estava apenas brincando com você.

— Realmente preciso ir. Mas conversamos amanhã. Allana, foi um prazer revê-la. Qualquer dia farei uma visita ao seu pai.

— Estarei esperando, príncipe Zaid. — respondeu ela.

Alice fechou a expressão ao ver a intimidade entre os dois.

— Obrigada, príncipe Emyr. Adorei a bebida. — disse Alice.

Emyr sorriu, mas Zaid apenas se irritou e a puxou consigo.

Quando chegaram ao carro, abriu a porta e a fez entrar com tanta pressa que Alice perdeu o equilíbrio, batendo a testa na outra porta.

— Ai... Você me machucou! — reclamou.

Ele entrou logo em seguida, ainda irritado, mas lançou um olhar discreto para verificar se ela realmente havia se machucado.

Pouco tempo depois, chegaram ao apartamento.

Zaid abriu a porta e a fez entrar. Alice, irritada, foi direto para o quarto. Como não tinha o costume de beber, o álcool já fazia efeito. Ela sabia que só havia aceitado a bebida para provocá-lo e fazê-lo pensar que talvez fosse melhor os dois se separarem.

— Por que está tão bravo? Assim você vai acabar me machucando. — reclamou.

— Você vive testando a minha paciência. Disse que eu não a satisfazia? Então hoje vou mostrar quem realmente não consegue satisfazer o outro.

Zaid a puxou pela mão e a fez sentar na cama.

— Pare! O que está fazendo? Agora vai me obrigar? — perguntou, com os olhos cheios de lágrimas.

Ao vê-la daquele jeito, Zaid permaneceu alguns segundos em silêncio. A irritação foi desaparecendo. Em seguida, soltou um suspiro, afastou-se dela e deitou-se ao lado da cama, encarando o teto.

— Por que você não para de fazer essas coisas? — perguntou em voz baixa.

— Agora a culpa é minha? Você me obrigou a casar, e ainda diz que a culpa é minha?

Zaid permaneceu em silêncio. Estava exausto. Apesar da enorme atração que sentia por Alice, começava a se perguntar se realmente havia feito a escolha certa ao se casar com ela. Existiam muitas outras mulheres, mas isso significaria um casamento por conveniência. Alice havia surgido como uma saída para fugir daquele destino.

Permaneceu deitado ali, cansado, pensando em todos os seus planos, em seu irmão Zain e em como seu pai reagiria quando descobrisse toda a verdade. Sem perceber, acabou adormecendo.

Na manhã seguinte, Zaid acordou sentindo o braço pesado. Olhou para o lado e viu Alice profundamente adormecida. Estava completamente diferente da noite anterior. Dormia serenamente, com o rosto delicado, os lábios rosados e a respiração tranquila. Ele a observava em silêncio, perguntando-se por que ela o odiava tanto.

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