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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 250

Zaid acorda com o telefone tocando. Ele se levanta com cuidado para não acordar Alice e vai até o banheiro atender.

— Pode dizer, Omar.

— Senhor, precisa retornar com urgência...

Ele fica em silêncio.

— Por quê? Diga logo, Omar.

— Sua mãe sofreu um acidente. Escorregou e está com a perna enfaixada.

— Um acidente? Tem certeza de que foi um acidente? Não mandei vigiá-la?

— Sim, senhor, mas nos aposentos do seu pai não tínhamos como entrar. Ela entrou e, quando saiu, as empregadas a levaram, dizendo que ela havia escorregado no banheiro.

Zaid dá um soco na parede do banheiro, tomado pela raiva. Sua mão começa a sangrar.

Ele sabia muito bem o que deveria ter acontecido.

Aquele demônio deveria ter batido nela novamente.

— Como ela está? — pergunta, com a voz carregada de preocupação.

Alice acorda assustada ao escutar um barulho alto. Ela caminha até o banheiro e escuta Zaid xingando alguém. Sente medo e volta para a cama, pegando o celular para ver como estavam sua mãe, sua irmã e os recém-casados, já que eles provavelmente já deveriam ter viajado.

— Ela está sob os cuidados de Zuleide e das empregadas, mas o nosso médico de confiança já veio. Ele disse que ficará com o pé enfaixado e receitou remédios para a dor. Também disse que esses hematomas são sinais de uma agressão, senhor.

— Entendo. Vou providenciar para estar aí amanhã mesmo.

— Ok.

Ele desliga o celular tomado pelo ódio e pela revolta. Sabia que logo não poderia mais ficar ali com Alice. Não deixaria aquele homem matar sua mãe.

Zaid fecha o punho com tanta força que o sangue começa a pingar no chão. Então entra no chuveiro e deixa a água gelada cair sobre sua cabeça.

Precisava se acalmar.

Alice estava ali fora, e ele não queria assustá-la.

Alice recebe mensagens das amigas, chamando-a para tomar sorvete.

— Já acordou?

A voz grossa de Zaid a assusta.

— Que susto...

— Desculpe por ter te assustado. Que bom que acordou.

Alice olha para a mão dele, enrolada em uma toalha.

— O que houve com a sua mão?

— Ah... Isso? Eu me machuquei sem querer. Não é nada sério.

Mas ela vê o vermelho do sangue manchando a toalha branca.

— Você tem que olhar isso. Não parece ser só um machucadinho.

Zaid olha para ela.

Alice era tão linda.

Seus cabelos dourados e desalinhados, aquela pele macia e sedosa, aqueles olhos cor de esmeraldas, carregando um mistério sem fim...

Ela conseguia deixá-lo completamente desnorteado.

— Prometo que vou cuidar disso. Não se preocupe.

— Tudo bem... Ah, eu ia dizer que hoje vou tomar sorvete com minhas amigas e depois vou visitar a minha família.

Alice diz, avisando-o.

Zaid não podia impedir, já que queria viajar no dia seguinte.

— Entendo. É melhor mesmo, já que voltaremos amanhã.

Alice arregala os olhos.

— Mas já? — pergunta, chateada.

— Eu sei que você ainda não quer ir. Eu ficaria mais um pouco, mas a minha mãe sofreu um acidente.

— O quê? A senhora Naid se machucou? Como ela está? Ela está bem?

— Calma. Ela já está bem, mas fraturou uma perna e ficará com ela enfaixada. Preciso voltar para cuidar dela.

— Entendo... Como ela se machucou?

Alice pergunta, e Zaid fica sem saber o que dizer.

Como falaria que suspeitava que tivesse sido seu próprio pai?

— Disseram que ela caiu, mas, por isso, preciso voltar para saber realmente o que aconteceu.

Alice percebe que havia algo mais, mas que ele não queria contar. Então, passou a suspeitar que Amira poderia ter alguma ligação com aquilo e resolveu não se intrometer mais.

— Entendo. Tudo bem, vamos voltar amanhã. Sua mãe não deve ficar sozinha assim.

Zaid olha para ela, admirado.

Alice estava concordando em voltar e ainda demonstrava preocupação com sua mãe.

Aquilo o deixou muito feliz.

Alice se levanta, pega suas coisas e entra no banheiro para tomar banho, enquanto Zaid vai até a cozinha e prepara o café. Ele arruma a mesa com bolos e pães que havia providenciado pelo serviço de quarto.

— Já fez o café? — ela pergunta, olhando tudo sobre a mesa.

— Venha, sente-se, Ali. Vamos tomar café.

— Obrigada.

Eles tomam café juntos.

Alice observava Zaid, admirando-o. Até aquele momento, ele havia mostrado a ela o quanto era um homem bom. Com todos os seus cuidados e preocupações, mesmo sendo extremamente ciumento, Zaid era um marido dos sonhos.

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