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O Mafioso Obcecado pela Faxineira romance Capítulo 258

Alice acorda olhando para onde estava. Seus olhos percorrem pelo seu quarto, suas coisas, tudo ali. As fotos na parede com seus pais e seus irmãos, as fotos da sua banda preferida, suas maquiagens, tudo em sua escrivaninha, do jeitinho que ela havia deixado. Ela sente que tudo não havia passado de um sonho, aqueles dias com Zaid como se fossem parte de um sonho, e sua vida voltaria ao normal.

Alguém b**e à porta do seu quarto.

— Filha, já está acordada? Posso entrar?

— Entre, mãe. Já acordei.

— Querida, eu sei que deve estar cansada, mas a senhora Naid já acordou e nós não entendemos muito o que ela fala. Não quer descer e fazer companhia a ela, querida? Ela já tomou café e está lá na sala, junto com sua irmã. O Alex ligou e disse que amanhã chega.

— Eu vou, mãe. Vou me arrumar e já desço. Que bom que ele vem, estou com saudades. E ele morará aonde, mãe?

— Seu pai disse para ele morar na residência que era dos seus avós. Desde que eles faleceram, ninguém mais ocupou lá. É bom que ficarão perto de nós. O que acha?

— Acho muito bom. Desde que o vovô Derik e a vovó Carmelita se foram, não fomos mais lá. Sinto tanta falta deles. É bom ele ficar lá.

— Está bom. Se arrume e desça.

Liz sai, e Alice se levanta e faz sua higiene pessoal. Escolhe algo confortável e desce. Quando chega lá, a senhora Naid estava no sofá, quietinha, talvez tímida, sem saber o que fazer.

— Bom dia, senhora Naid. Como a senhora dormiu?

Ela olha para Alice e sorri, feliz em vê-la.

— Bom dia, querida. Dormi muito bem. Claro que estranhei um pouco, mas estou bem.

— Que bom. Vou tomar café e, se quiser, podemos dar uma volta para ver os jardins. Depois peço para o senhor Xavier nos levar até a sua nova casa.

— Obrigada, querida.

Alice vai tomar seu café. Depois, despede-se da sua mãe. Seu pai já havia saído cedo, e sua irmã não dormiu em casa.

— Muito lindo aqui — a senhora Naid diz, olhando para o jardim imenso dos Bellucci.

— Crescemos aqui. Meu pai também. Ele conta que, quando era criança, brincava com seu irmão. Bom, irmão que não é irmão — Alice diz, lembrando da história do seu pai, que havia sido criado pelo seu pai, mas, na verdade, era seu sobrinho, já que ele era filho dos avós. Um erro de troca de material resultou nisso. Seu pai e seu irmão de criação acabaram se metendo com coisas erradas e perdendo a vida. Sua mãe, que ele amou, não suportou a perda do filho e do marido, adoeceu e acabou falecendo também, um ano depois.

— Entendo. Vejo falarem muito do seu pai. Ele é um homem sábio. Sua família é linda, Ali. Que pena que não pude dar uma assim para o Zaid, mas espero que um dia ele possa ter a sua.

Naid diz isso, e Alice sente um aperto em seu coração. Ela imagina Zaid com esposa e filhos, feliz, e isso a deixava triste.

— Filha, está bem?

— Ah, sim, estou. Quer caminhar mais um pouco, senhora?

— Eu ia pedir para irmos para a residência que meu filho comprou. Quero conhecer e ver se vou me adaptar à vida aqui na Itália.

— Claro que vai. Você vai ver.

As duas saíram. Alice pediu para o senhor Xavier levá-las, junto com as bagagens dela. Logo que chegaram, os portões se abriram. Logo na entrada havia um caminho de jardim, com flores que a senhora Naid amava. Zaid havia pensado em tudo. Alice descobre que ele deveria estar, há muito tempo, planejando isso.

As duas descem, e logo o senhor Omar aparece.

— Seja bem-vinda, senhora. Deixe-me ajudar e carregar as malas.

Ele pega as bagagens e carrega para os aposentos dela.

— Nossa, que lindo aqui! — Alice diz, olhando a mansão.

Seu interior era decorado com algumas decorações escolhidas por eles, os quadros, as cores, tudo com um toque de luxo. O senhor Omar sobe as escadas, e elas o seguem até o quarto, onde ele coloca todas as coisas dela. O quarto era luxuoso.

— Senhora, depois vou apresentar a senhora a todas as funcionárias. Também contratei uma mulher que ficará auxiliando a senhora no que precisar, já que ela fala muito bem a sua língua.

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