Liz
Acordo olhando o ambiente e lembrando do que tinha feito ali. Olho o quarto todo para procurá-lo, mas nem sinal dele. Então imagino que talvez tenha ido visitar os Conti.
Me levanto, pego minhas roupas e me visto. Precisava sair daquele quarto. Arrumo meus cabelos e saio, olhando para ver se há alguém ali. Saio de fininho e vou para o meu quarto; só assim iria me sentir melhor.
Quando chego lá, começo a sentir um alívio. Não era certo o que tinha acabado de fazer, e ele, mesmo depois de tudo, foi visitar a família de sua noiva. Esses pensamentos estavam me destruindo.
Entro e vou direto ao banheiro. Tomo meu banho, escolho uma roupa confortável, faço uma leve maquiagem. Sentia fome, então saio achando que eles não estariam aqui, provavelmente já teriam saído.
Pego o celular para ver se havia alguma mensagem. As meninas me mandam mensagens perguntando como eu estava e quando voltaria, pois já estavam com saudades. Respondo a elas, mas a mensagem que realmente queria não tinha. Queria saber se ele realmente havia ido visitar os Conti, já que ela era sua noiva. Uma angústia habitava meu coração, uma sensação estranha, e eu me perguntava por que estava me sentindo assim. Tento colocar um sorriso no rosto e saio do quarto. Já deveria ser quase o horário do jantar; havia dormido a tarde toda.
Saio andando pelo corredor da mansão. Não havia uma alma sequer, estava um silêncio. Caminho entre os corredores; precisava ir até a cozinha e comer algo, depois voltaria para ficar no quarto. Vou me aproximando da cozinha e começo a ver movimentação. Funcionários para lá e para cá; elas pareciam apressadas. Umas corriam com bandejas, outras cochichavam com as outras na correria.
— Nossa, nunca vi a mansão assim. Hoje parece que vai haver uma grande comemoração — uma empregada cochicha animada para a outra.
— Você não ouviu? Hoje vai ter um jantar com todos para comemorar o noivado do patrão.
— Também, quem não gostaria de ser a noiva? fala com malícia.
— E aquela garota que chegou com ele? Parece que ele a levou para o quarto. Que situação, a amante e a noiva no mesmo ambiente.
Elas não me viram. Antes que percebessem que eu tinha ouvido, mesmo não entendendo muito, já que se comunicavam em italiano, pude perceber que se tratava do noivado. Saio dali e volto para o quarto. Eu me sentia mal por estar ali. Queria voltar para o apartamento, no caminho, encontro a mãe do Bryan, a pessoa que não queria ver nesse momento.
Ela se aproxima sorrindo quando me vê, mas, no fundo, eu sabia que ela queria que eu não estivesse ali.
— Boa noite, querida.
— Boa noite, senhora — falo tímida, sem saber o que dizer.

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