Bryan
Estou em uma reunião quando meu telefone toca. Olho para ver quem era a essa hora.
_ Liz, digo ao olhar para o celular atendendo.
— Oi! Desculpa se te atrapalhei em alguma coisa, mas aconteceu umas coisas aqui no hotel. Um funcionário, que se diz primo da sua funcionária, falou que ia me bater e tentou me estuprar no banheiro… — começo a xingar o desgraçado que teve a coragem de mexer com minha mulher.
Desgraçado… filho da pu* — xingo, socando a mesa.
— Bryan, o que foi? — Henrique pergunta, assustado. Alguns acionistas que estavam presentes me olham com medo.
— Liz, estou indo agora. Você está onde? — pergunto.
— No escritório do senhor Guilherme — ela diz, e desligo.
— Senhores, peço desculpas, mas aconteceu um imprevisto. A reunião está encerrada — digo, pegando as minhas coisas e saindo.
— Bryan, aconteceu algo? Tá indo para onde?
— Matar alguém — digo com ódio.
Ele me acompanha, aterrorizado, sem saber o que tinha acontecido para ter me tirado do sério e eu falar aquelas coisas todas na frente dos clientes.
Quando saio do prédio, entro no carro. O Henrique entra também comigo.
— Para onde, senhor? — o motorista pergunta.
— Para o hotel Bello Palace — digo, e ele sai às pressas. Aproveito e faço uma ligação para o senhor Kleber.
— Kleber, mande nossos homens entrarem no hotel onde a Liz está e garantam a proteção dela. Se alguém ousar encostar nela, eu juro que mato todos. Não deixo ninguém vivo — digo, em tom ameaçador.
— Entendido, chefe.
Logo chegamos. O motorista estaciona e saio. O Henrique vem comigo. Alguns dos meus seguranças também vêm em seus postos, me seguindo.
Quando me aproximo da entrada, os dois seguranças me olham, o medo estampado ao me ver com tantos homens armados.
O Henrique olha para eles, como em um aviso de que eu era o dono de tudo, o chefe.
— Seja bem-vindo, senhor! — eles falam, me cumprimentando.
— Onde é a sala do Guilherme? — pergunto, irritado.
— Bryan, é mais para lá — Henrique fala, me chamando.
Sigo ele, passando por vários funcionários.
Algumas funcionárias me olhavam. Os seguranças chamavam atenção e, com certeza, os outros já deveriam estar lá na sala com a Liz.
Passamos por uma entrada e seguimos até um corredor muito movimentado. Ali, vejo várias mulheres encostadas na parede, enquanto alguns dos meus homens permanecem ao lado delas.
— Senhor Henrique, o que está acontecendo? Por que esses homens invadiram o hotel? — Valéria perguntou, preocupada.
— Quem foi que mexeu com a senhora Liz? Ela está onde? — Henrique diz, nervoso.
As mulheres se entreolham. “Senhora Liz?” “Tinha uma Liz… mas faxineira…”

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