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O Pecado do Mafioso romance Capítulo 5

Matteo:

Esse papel apenas complicava minha vida na Academia. O bullying era constante, considerado uma “iniciação” para me fortalecer, para me preparar para os perigos da vida na Blackwood. Por meses, fui espancado e humilhado pelos colegas, e Alessandro não intervinha. Ele deixava claro que eu precisava aprender a me defender. Um dia, com o gosto do meu próprio sangue nos lábios, prometi a mim mesmo que da próxima vez seria diferente. Mas, claro, era quase impossível revidar quando eram dez contra um. A cada golpe, eu sentia a raiva crescer, mas não havia como lutar contra a desvantagem.

Foi então que Dane Mercer entrou na minha vida.

Eu estava no chão imundo do banheiro, sangue escorrendo do nariz e da boca, as mãos cobrindo a cabeça para me proteger dos socos e pontapés, quando ele apareceu. Dane, dois anos mais velho, mais alto e muito mais forte, entrou no banheiro como uma força da natureza. Em questão de segundos, derrotou três dos adolescentes que estavam me espancando. Os outros fugiram, evitando a fúria de Dane.

Eu, ainda cuspindo sangue, mal conseguia entender por que ele me ajudara, quando ninguém mais o fizera. Afinal, na Blackwood, nada vinha de graça. Perguntei-me quanto aquela assistência me custaria. Mas Dane simplesmente me estendeu a mão e disse, como se lesse minha mente:

— Eu já estive onde você está, garoto.

Dane era australiano, filho de um mercenário que havia trabalhado para a Blackwood durante anos e morrera protegendo Alessandro de um atentado. Em dívida com a família Mercer, Alessandro acolheu Dane em seu círculo interno. Mas, para muitos alunos da Academia, Dane era um intruso. Ele havia sofrido os mesmos ataques que eu, até que rapidamente ganhou uma reputação de durão. Depois de um tempo, ninguém ousava mexer com ele. E agora, ninguém ousaria mexer comigo também, porque Dane Mercer havia me colocado sob sua proteção.

— Está bem aí, garoto? — ele perguntou, estendendo a mão para me ajudar a levantar.

— Estou bem — respondi, tentando ignorar a dor nas costelas e o inchaço ao redor do olho. A última coisa que eu queria era que Dane me achasse fraco.

— Não parece bem para mim — ele riu, enquanto eu me apoiava na pia para lavar o sangue do rosto e inspecionar meus ferimentos. Não era tão ruim quanto parecia.

— Já estive pior — murmurei, enquanto a água fria limpava as marcas do ataque.

Dane soltou uma risada curta.

— É o que dizem.

A verdade era que todos sabiam que eu era espancado constantemente. E todos sabiam que o herdeiro de Alessandro não conseguia se defender. Alessandro queria que eu fosse forte, intocável. Sempre dizia que um líder precisava ser imbatível. Quando me olhei no espelho, com os olhos ainda vermelhos e os hematomas formando manchas pelo rosto, percebi que estava cansado de ser o alvo fácil. Eu queria ser forte o suficiente para que ninguém ousasse me tocar novamente.

Depois de limpar o rosto, estendi a mão para Dane.

— Sou Matteo. Matt. Matt Romano.

— Dane Mercer — ele respondeu, apertando minha mão com firmeza.

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