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O Preço da Tentação romance Capítulo 471

— Fala! Onde o Sérgio deixou aquela garota? — A voz do Sr. Éder soava impaciente, como se encontrar Isabela fosse a única chance de salvar a própria pele.

Luiz lançou um olhar frio a ele e respondeu:

— Não sei.

Ao ouvir aquilo, o Sr. Éder desferiu um chute certeiro no peito de Luiz.

— Está tirando uma comigo, seu merda? — Rosnou ele. — Entrega a garota e eu deixo você viver. Caso contrário...

Escondida, Isabela escutava cada palavra, com o coração disparado. Pelos sons, parecia que Luiz já tinha sido dominado. Ela mordeu o lábio e, com cuidado, espiou pela fresta do armário.

Viu Luiz ajoelhado no chão, sendo segurado por dois homens. Ele parecia ter levado um tiro.

O Sr. Éder apontava a arma para a cabeça dele, ameaçando:

— Se me disser onde ela está, eu te pago. Que tal cinco milhões?

Luiz soltou uma risada curta, o rosto simples e firme cheio de desprezo.

— Estou nem aí pro seu dinheiro.

Isabela mordeu o lábio com força, a mente trabalhava a mil.

Se Éder estava tão desesperado, era sinal de que Sérgio devia estar levando vantagem lá fora.

Caso contrário, ele não estaria tão desesperado, perdendo tempo com ela.

Provavelmente queria a usar para pressionar Sérgio.

Aquele pensamento deu a Isabela um fio de alívio. Mas bastou olhar novamente para a cena do lado de fora para o medo apertar o peito dela.

— Não quer o dinheiro? Beleza. — Éder riu, com os olhos faiscando. — Então morre, filho da puta!

Dito aquilo, ele levantou a arma e mirou a cabeça de Luiz.

Num movimento instintivo, Isabela ergueu a própria arma e atirou contra Éder, sem hesitar.

O disparo ecoou.

Éder congelou por um segundo, atônito, antes de se virar para trás.

— Ela está no armário! Peguem essa vadia! — Gritou ele, mancando, enquanto pressionava a perna atingida. — Merda!

Dois homens correram na direção do armário. Isabela apontou e atirou às cegas, com o coração disparado.

Não se achava uma santa, mas, ainda assim, agiu sem pensar duas vezes.

Ela lançou um olhar frio para o Sr. Éder, com um toque de deboche nos olhos.

— Se você ainda está vivo, é por sorte.

O homem pareceu se irritar ainda mais, prestes a levantar a mão de novo.

Isabela, porém, ergueu o queixo, mantendo a postura firme, sem recuar.

No fundo, ela também estava com medo, mas sabia que demonstrar fraqueza só o deixaria mais satisfeito.

A mão de Éder parou no ar, ele soltou uma risada seca.

— Depois que eu acabar com o Sérgio, vou cuidar de você direitinho. Se esse rostinho bonito ficar marcado, vai perder a graça na cama. — Ele riu de forma asquerosa e ordenou aos capangas. — Levem ela.

Em seguida, ele se virou para ir na frente.

O tiro na coxa não o deixou em perigo, mas cada passo que dava o fazia suar de dor.

Isabela já não tinha forças nem chance de reagir, foi arrastada por Sr. Éder até o convés.

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