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O Preço da Tentação romance Capítulo 472

Quando Isabela desceu antes, o lugar ainda estava cheio de gente indo e vindo, mas não havia mais nenhum turista por perto naquele momento.

De longe, ela viu Sérgio sentado no convés, observando com calma um homem que estava pendurado.

Ela levantou o rosto, e o sol forte a cegou por um instante, fazendo seus olhos arderem. Mesmo assim, conseguiu enxergar quem era. O homem pendurado não era outro senão Edson.

Atrás de Sérgio, havia várias pessoas. Além de Raul, havia também alguns homens que pareciam bem treinados. Era óbvio que ele já tinha se preparado para aquilo.

— Dizem por aí que o Sr. Sérgio é frio e impiedoso, mas eu não imaginei que fosse capaz de levantar a mão contra o próprio irmão de sangue. — A voz ecoou com sarcasmo. — Fico curioso para saber se, na opinião do Sr. Sérgio, a vida da Srta. Isabela vale o suficiente para trocar pela do Sr. Edson!

Ao ouvir aquilo, Sérgio virou o rosto e viu Isabela sendo trazida por dois homens.

Naquele instante, seus olhos se estreitaram levemente, e uma frieza quase palpável emanou dele.

Mas logo se desfez. Com o corpo alto e relaxado, ele se jogou preguiçosamente numa cadeira ao lado, pegou um cigarro e o acendeu.

— Você realmente acha que, com ela, pode trocar a vida de vocês dois? — Perguntou ele, com o olhar escuro e profundo fixo no Sr. Éder, como se estivesse assistindo a uma piada.

O Sr. Éder soltou um riso frio, então disse:

— Eu sei muito bem que você é um homem cruel, Sérgio. Se você é capaz de acabar com o Edson, por que pouparia a minha vida? Mas, Sérgio, eu também não sou feito de barro. Passei anos trabalhando para você, e já cansei dessa merda.

Ele deu um passo à frente, puxou Isabela à força e encostou o cano da arma na cabeça dela, rindo com desdém:

— Hoje é simples. Ou você assina o contrato e esse cruzeiro passa a ser meu, ou então... Eu morro com ela.

Isabela não conseguiu conter uma risada baixa.

O Sr. Éder franziu o cenho.

— Do que você está rindo?

— Estou rindo da sua burrice. — Respondeu ela, com calma. — Um homem como o Sérgio... Você acha mesmo que ele desistiria de alguma coisa por minha causa? Eu não passo de um brinquedo para ele, nada mais. O Sr. Éder realmente me superestima.

As palavras saíram naturalmente, sem um pingo de emoção.

Do outro lado, Sérgio observava a cena. Ao ver o modo grosseiro com que Éder tratava Isabela, sua mão ao lado do corpo se fechou discretamente.

Mas o rosto continuava impassível, calmo como sempre.

— O Sr. Éder é otimista demais. — Disse ele, com um tom frio. — Não importa quem você tenha trazido de refém. Hoje, ninguém sai deste navio. Eu, Sérgio, detesto ser traído.

Ele deu uma leve batida no cigarro, deixando a cinza cair. Depois levantou o olhar, os olhos esravam duros e afiados como lâmina:

— Então... Escolhe aí. Quer morrer de que jeito?

Durante todo o tempo, o olhar dele quase não pousou em Isabela.

Se aquelas palavras tivessem saído da boca dela, talvez não doessem tanto.

Mas saindo da boca dele, cada sílaba parecia pesar no peito.

Foi ele quem a arrastou para dentro daquele inferno, e naquele momento falava como se a morte dela não fizesse diferença nenhuma.

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