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O Preço da Tentação romance Capítulo 479

Sérgio lançou um olhar para Viviane. Mesmo com o brilho de expectativa nos olhos dela, ele disse a recusa sem a menor piedade:

— Não tenho tempo.

Sem se importar com os chamados da Sra. Medeiros, ele saiu do jardim a passos largos.

Quando chegou ao estacionamento e entrou no carro, ele não esperava que Viviane fosse atrás dele.

Ela correu, e o vento levantou seus cabelos longos, lhe dando um ar que lembrava um pouco Isabela.

Ela abriu apressadamente a porta do banco do passageiro e se acomodou.

Sérgio franziu a testa e olhou de lado para ela.

— Desça.

— Não! — Disse Viviane, teimando como uma verdadeira senhorita. — Sérgio, eu sou herdeira da família Garcia, não sou? Eu já mudei por você, o que mais você quer de mim?

A mudança que ela mencionava era o jeito de se vestir, seguindo o estilo de Isabela.

Sérgio a encarou de relance e levantou uma sobrancelha, provocando:

— Tem certeza que não vai descer?

Viviane, acostumada a ser mimada em casa, apenas colocou o cinto de segurança.

— Eu disse que não vou sair. Sua mãe quer que você me acompanhe hoje à noite.

Sérgio deu partida no carro com habilidade.

— Tá bom.

No instante seguinte, o carro disparou como um cavalo selvagem.

Viviane não esperava por aquilo e segurou o cinto.

— Vai devagar!

Mas Sérgio ignorou completamente, pressionando ainda mais o acelerador.

O carro ganhou velocidade rapidamente.

Ao sair da mansão da família Medeiros, ele entrou direto na estrada, atingindo quase duzentos por hora.

Mesmo que Viviane tivesse alguma resistência, ela não conseguiu evitar gritar com medo:

— Para, está rápido demais! Para o carro!

Sérgio parecia não ouvir e não demonstrava a menor intenção de reduzir a velocidade.

— Argh... — Viviane se segurava para não vomitar com a velocidade, preocupada por estar no carro de Sérgio.

Então ela cobriu a boca, parecendo um pouco ridícula.

Quando Sérgio voltou ao Paraíso, Isabela estava deitada na cama, de olhos fechados, aparentemente descansando.

Ele olhou para a tigela de sopa já fria ao lado da cama, e seu olhar escureceu um pouco.

— Por que não comeu? — Perguntou ele em tom baixo.

Isabela abriu os olhos, disse com a voz rouca:

— Não estou com fome. Quando eu posso ir embora?

Aquele lugar a deixava um pouco sufocada. Provavelmente Sérgio tinha a colocado ali porque, com o ferimento, precisava ficar perto de médicos. O local era bem equipado, o que facilitava o tratamento.

Mas ela não queria mais ficar ali, especialmente sabendo que havia uma sala escura logo ao lado.

Só de pensar naquilo, sentia um desconforto por todo o corpo.

— Assim que estiver curada, pode ir. — Respondeu Sérgio, com a voz firme.

Enquanto falava, ele se sentou e levantou a blusa dela para verificar o ferimento.

Isabela se encolheu instintivamente.

— O que você está fazendo? — Reclamou ela, assustada.

“Poxa, eu ainda sou uma paciente, né? Mesmo que esteja com pressa, tem que ao menos esperar até eu melhorar!”, pensou ela.

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