Ela forçava a barra a cada palavra, determinada a arrancar a máscara de mulher intocável de Bianca na frente de todo mundo.
Bianca abaixou o guardanapo, recostou-se levemente na cadeira e sustentou o olhar de Glória.
— Não estou namorando. Eu me casei.
— Casou? — O sorriso no rosto de Glória congelou na mesma hora. Ela ficou genuinamente atônita.
Quanto tempo fazia que Bianca e Felipe haviam terminado para que ela já estivesse casada? Só podia ser brincadeira!
Um burburinho de sussurros começou a tomar conta do refeitório.
Glória não demorou a se recuperar do choque, sua mente trabalhando a mil por hora.
Provavelmente Bianca, com o coração partido, tinha arrumado qualquer um para casar só para fazer ciúmes em Felipe.
Com esse pensamento, Glória sentiu um grande alívio. Uma onda de pena arrogante e satisfação tomou conta dela.
Ela abriu um novo sorriso.
— Meus parabéns, Bianca. Mas...
Arrastando as palavras, lançou um olhar significativo para a mão esquerda vazia de Bianca.
— Como é que eu não vi você usando aliança? Não deu tempo de comprar ainda? Ou será que...
Ela ergueu a mão esquerda de maneira elegante, exibindo aquele diamante enorme que quase cegava as pessoas sob as luzes do salão.
— Na verdade, uma aliança é essencial. É o símbolo do casamento. A gente só deveria casar uma vez na vida, vale caprichar.
Seu tom era de falsa empatia.
— Nós, mulheres, às vezes não podemos nos sujeitar a tão pouco. Se não dá para comprar um grande, um pequeno já serve. O que vale é a intenção, não acha?
As palavras soavam amáveis, mas, na realidade, cada sílaba era carregada de veneno.
Os olhares dos colegas para Bianca mudaram drasticamente, divididos entre pena, curiosidade, especulação e até uma certa diversão maldosa.
— Será que a Bianca casou com qualquer um?
— Como é possível não ter nem um anel...
— Será que a situação financeira do marido não é das melhores?


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