Ao erguer os olhos, Bianca deparou-se com Felipe.
Felipe vestia um terno de alta costura e seu cabelo estava impecavelmente arrumado. No entanto, a gravata frouxa e puxada para o lado, somada à irritação incontrolável em seus olhos, revelavam o seu estado de espírito.
— Bianca. — Ele esticou o braço na tentativa de puxá-la, mas ela desviou virando o corpo.
— O que você quer? — a voz de Bianca soou indiferente. Ela lançou um olhar para o Bentley preto estacionado na calçada e para o motorista ao lado. Eram o carro e o funcionário que Marcelo havia designado para ela.
— Você casou? — A voz de Felipe saiu tensa. Ele a encarou nos olhos, buscando algum sinal de que tudo não passava de uma brincadeira ou um ato de rebeldia, mas não encontrou o menor traço disso.
Uma raiva tomou conta de Felipe.
— Quando a Glória me contou, eu me recusei a acreditar. Bianca, você tem noção do que está fazendo?
— Tenho. — Bianca achou a situação quase cômica. — É só um casamento, Felipe. Precisa de todo esse alarde?
— Como assim, só um casamento? — Felipe elevou o tom de voz, atraindo os olhares de quem passava pela rua.
Bianca franziu a testa, impaciente.
Felipe respirou fundo e abaixou a voz.
— Bianca, venha comigo. Vamos conversar.
— Não há necessidade. — Não querendo se prolongar na discussão, Bianca o contornou e foi em direção ao carro.
Felipe agarrou seu pulso com força bruta.
— Bianca!
Bianca sentiu a dor do aperto e ordenou severamente.
— Solte.
— Me diga quem é esse cara. — Felipe não afrouxou o aperto, seus olhos transbordando de emoções conflitantes.
— Como é a família dele? Você ao menos o conhece bem? Faz apenas alguns dias que terminamos e você simplesmente vai lá e se casa com o primeiro que aparece?

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