Ela quase não conseguiu conter a sua fúria ao questioná-lo.
— Como éramos antes? Você está prestes a se casar com a Glória. Se a gente voltar a ser como antes, isso se chama traição, eu viro sua amante!
O rosto de Felipe empalideceu e ele apressou-se a se justificar.
— Bianca, não foi isso que eu quis dizer...
— Então qual foi a sua intenção? — A expressão de Bianca tornou-se fria como gelo. — Quer que eu me divorcie pra depois ficar sendo bancada por você às escondidas, vivendo nas sombras a vida toda, até o dia em que você se cansar de mim e me dispensar com um gordo cheque de indenização?
As veias na têmpora de Felipe saltaram de tensão.
— Bianca, você sabe muito bem que essa não foi a minha intenção.
Bianca assentiu com a cabeça, a dor no pulso apertado arrancando-lhe lágrimas nos cantos dos olhos.
Foram seis anos de relacionamento encerrados de forma abrupta. Seu coração não era de ferro, claro que doía. Agora que havia recomeçado a sua vida, por que Felipe insistia em atormentá-la?
Sua voz saiu trêmula.
— Felipe, quando terminamos, você mesmo falou para seguirmos nossos caminhos em paz. Se você é um homem de verdade, faz o favor de nunca mais aparecer na minha frente.
Assim que Bianca concluiu sua frase, uma voz feminina e adocicada rompeu o clima.
— Felipe!
Felipe ergueu os olhos e avistou Glória correndo em sua direção com a bolsa na mão, soltando o pulso de Bianca de forma quase imediata.
Bianca deu um riso carregado de ironia e marchou diretamente para o Bentley preto parado no meio-fio.
— Felipe, veio me buscar no trabalho? — Glória ignorou completamente a cena que acabara de presenciar entre ele e Bianca, usando um tom mimado.
— Sim. — Felipe ofereceu-lhe um sorriso forçado enquanto pegava a bolsa dela. — Como foi o primeiro dia de trabalho?


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