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O Preço do Amor romance Capítulo 53

— Minha linda, até que enfim você chegou! Pegou trânsito? — Ela puxou Bianca para se sentar e empurrou um copo de água morna em sua direção.

Bianca pegou o copo, deu um gole e disse:

— Encontrei o Felipe na porta.

Sheila arregalou os olhos.

— Que assombração! Veio te atormentar de novo? O que ele disse? Veio comprar briga por causa daquela noivinha fingida dele?

— Não foi isso — Bianca balançou a cabeça. — Ele veio se explicar, dizendo que não sabia que a Glória tinha roubado a minha apresentação.

— Bah, lágrimas de crocodilo! — Sheila fez uma careta de desdém. — A Glória só é audaciosa desse jeito porque ele dá moral a ela. Agora vem aqui pagar de santo... Bianca, pelo amor de Deus, não vai me amolecer o coração com isso.

— Não vou. — Bianca deu um leve sorriso. — Tudo isso já passou. Agora tenho pessoas e assuntos mais importantes na minha vida.

Sheila observou o semblante da amiga com atenção e, ao se certificar de que não havia um pingo de tristeza ou saudade nela, finalmente suspirou aliviada.

Logo depois, aproximou-se num tom fofoqueiro, com os olhos brilhando:

— Já vi que superou mesmo. Então vamos falar sobre as pessoas mais importantes. Viagem a Paris, a cidade do romance, você e o seu namorado... rolou um... sabe?

Ela piscou e fez caretas, e a insinuação era evidente.

As bochechas de Bianca coraram incontrolavelmente. Em sua mente, passaram num flash a luz das velas na última noite em Paris, o vinho tinto, os lábios ardentes dele e aquela proximidade que a fazia corar da cabeça aos pés.

Suas mãos até pareciam doer de leve só de lembrar.

— Que besteira é essa que você está imaginando? — Ela lançou um olhar recriminador para Sheila. — Ele estava machucado, se recuperando. O que poderíamos ter feito?

— Estar machucado não impede que algumas coisas aconteçam! — Sheila não comprou a história nem por um segundo. Ao ver as orelhas vermelhas e o olhar fugidio da amiga, ela entendeu tudo.

— Por essa sua cara, com certeza rolou alguma coisa! Anda logo, desembucha...

Quando estava com Felipe, a intimidade parecia mais uma tarefa que precisava ser cumprida com cuidado.

Mas com Marcelo, embora tudo tivesse começado por causa de um acordo, ele sempre arranjava um jeito, usando desculpas esfarrapadas e elegantes, para descompassar o coração de Bianca.

No início, ela apenas cumpria passivamente suas obrigações, mas aos poucos foi se deixando levar...

Não, chega.

Bianca alertou a si mesma internamente. Aquilo era apenas parte do contrato, uma exigência legítima da outra parte, um serviço que ela, como contratada, deveria prestar.

O coração acelerado era mera reação fisiológica, e as bochechas quentes, fruto apenas de embaraço.

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