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O PROÍBIDO PAI DO MEU NAMORADO romance Capítulo 1

Meus pés travaram no chão, o som virou um zumbido agudo, minhas lágrimas caíram antes que eu pudesse conter.

Fiquei olhando por segundos que pareceram eternidades.

Meu corpo deu um impulso a frente, pronta pra mostrar a louca pra ele, a surtada paranóica.

Eu podia correr até eles, socar Landon, gritar, fazer um escândalo...

Mas aí a lembrança veio: tudo que eu abandonei pra estar aqui.

Fechei as mãos e parei no meio do caminho, antes de cometer o maior erro da minha vida.

Girei nos calcanhares.

Não, eu não posso ser idiota, não agora.

Há mais ele vai me pagar!

Saí da boate furiosa, cheia de ódio que ardia em minha pele.

....

Fui até o estacionamento, a raiva virou veneno.

O carro novo de Landon, um esportivo branco caríssimo, brilhava sob a luz dos postes.

O pai dele liberou um cheque gordo quando ele se formou, pra voltar pra cá. a primeira coisa que o babaca fez foi ir escolher o carro que já estava pago.

Ele ficou louco quando ganhou, veio o caminho todo se gabando, fez os pneus cantarem só pra se exibir.

Vi uma pedra no chão.

Pesada.

Fria.

— Ah você vai me pagar seu otario.

Sem pensar duas vezes, levantei e joguei com toda força contra o vidro.

— Filho da puta!

gritei.

O vidro estilhaçou com um estalo delicioso.

Joguei de novo, de novo, sentindo o coração acelerar.

Era errado.

Era impulsivo.

Mas era libertador.

E ele nem vai saber que fui eu.

Foi aí que ouvi.

— Ei... garota!

Olhei rápido me assustando com o tom grave.

— O que está fazendo?!

Me virei olhando o homem que se aproximava.

Não conseguia ver ser rosto pela distância e a luz precária do lugar.

Só vi suas roupas. Uma calça preta, sapatos caros. Uma jaqueta de couro que parecia brilhar de tão lisa.

Até que sua aproximação revelou sua face, ele era Alto.

Fortes ombros sob uma jaqueta preta.

Cabelos escuros perfeitamente penteados.

Tatuagens no pescoço e pelos antebraços.

Perigoso.

Meu corpo reagiu antes da minha cabeça.

Ele devia ter uns 40 anos... Sei lá, tentei me recompor, pra explicar..

Que merda, fui pega no flagra, droga.

—Está tudo de boa por aqui, valeu!

Tentei explicar de um jeito torto.

— É o carro do meu namorado!

disparei, com a voz trêmula.

— Ele me traiu... eu tô fazendo ele pagar!

O homem franziu o cenho.

— Terminar com ele seria uma forma melhor de fazê-lo pagar.

Neguei...terminar? pra quê? pra eu me ferrar sozinha? começar tudo do zero na miséria?

Não! e ele viver normalmente exbanjando o luxo de menino prodígio e popular, sem sofrer nada? não!! não mesmo.

— Eu não posso!

minha voz quebrou.

— Eu... preciso dele ok!

Ele me estudou.

O olhar maduro.

Cheio de experiência.

Cheio de algo que me puxava sem que eu pudesse evitar.

Tomada pela vingança e o fisgar de adrenalina e tensão.

Dei dois passos na direção dele.

Mordi o lábio.

O peito doía de raiva e dor, mas havia algo ali.. algo primitivo que só queria ser explorado.

Normalmente eu não teria essa coragem, mas que se dane agora!

— Talvez eu possa fazer ele pagar... de outra forma

sussurrei.

Antes que pensasse duas vezes, me estiquei na ponta dos pés e beijei a boca dele.

Ele estava parado, rígido.

Surpreso.

Mas não me empurrou de cara.

— Espera... garota...

ele murmurou, segurando meus braços.

— Você não tá pensando direito.

— Tô sim.

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