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O Que Me Pertence, Eu Quero de Volta romance Capítulo 33

O homem no banco do motorista, com um rosto belo e fechado, disse calmamente: “Sim, ela mencionou isso hoje de manhã.”

Ariadne imediatamente sentiu inveja: “Meu tio acumulou muitos contatos para minha prima. Embora eles já tenham partido, minha prima ainda consegue receber benefícios em todos os lugares. Talvez seja isso o que as pessoas dizem sobre ter sorte desde o nascimento.”

O que Ariadne queria dizer, nas entrelinhas, era que Neide só chegara onde estava graças aos méritos de seus pais.

Ela apenas desfrutava dos frutos sem esforço.

Hernani não contestou, aparentemente concordando com essa perspectiva.

Ao perceber que Hernani não defendeu Neide, Ariadne sentiu-se ainda mais satisfeita.

……

Na sala de estar da mansão da família Fernandes, duas senhoras estavam ocupadas preparando o almoço.

Nicolas, além de convidar Neide, também convidou outros velhos amigos, que trouxeram seus filhos para a refeição.

No sofá, estavam sentados quatro ou cinco jovens de idades próximas. Entre eles, havia um chamado Rafael Colombo, colega de escola primária de Neide. Desde criança, Rafael tinha uma impressão marcante de Neide: ela costumava usar duas tranças, possuía um rosto bonito, pais excelentes e ótimas notas.

Naquela época, Rafael jamais ousava olhar Neide nos olhos, sempre a observava de longe, discretamente.

Agora, os tempos eram outros. Os pais de Rafael também haviam alcançado sucesso e ele próprio era gerente em um banco de investimentos, sentindo-se muito mais confiante.

“Neide, há anos não nos vemos, você está ainda mais bonita,” Rafael sentou-se ao lado de Neide, sorrindo enquanto puxava conversa.

Neide respondeu educadamente: “Você também mudou bastante. Se eu o encontrasse na rua, talvez nem o reconhecesse.”

Rafael pensou que ela estava elogiando-o e balançou o cabelo com charme: “Pois é, atualmente posso dizer que realizei um sonho, alcancei meu primeiro grande objetivo de vida.”

Neide respondeu com um sorriso.

Quando a conversa começou a se aprofundar, Rafael, de repente, perguntou: “Neide, você já tem namorado?”

Naquele momento, Narciso, sentado do outro lado saboreando chá, levantou os olhos negros e olhou naquela direção.

Neide respondeu imediatamente: “Eu já me casei.”

“Pff…” Rafael quase cuspiu o chá, mas conseguiu engolir de volta com esforço.

Aquela reação deixou todos perplexos.

Neide não era ingênua; sabia que Rafael sempre teve interesse por ela. Agora, ele achava que tinha uma oportunidade.

“Ca…sada?” Rafael perguntou, incrédulo: “Nunca ouvi ninguém comentar sobre isso.”

Neide soltou uma risada constrangida: “Não é nada digno de se vangloriar. Chega certa idade, a gente casa, é normal.”

Essas palavras, para Rafael, tinham outro significado. “É normal” sugeria que o índice de felicidade no casamento não era alto.

Rafael sabia que, se uma mulher não era feliz no casamento, a chance de traição podia chegar a oitenta por cento.

Com a paixão de juventude bem ali à sua frente, Rafael não queria perder a oportunidade de tentar conquistá-la.

Ele pegou um cartão de visitas do bolso do terno: “Neide, se algum dia precisar da minha ajuda, pode me ligar diretamente.”

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