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O Rei Alfa Persegue a Luna Abandonada romance Capítulo 145

— Ethan, por favor. — Ela implorou. — Deve ser a Lily chorando, e Martha não está conseguindo acalmá-la. Deixe-me ver como ela está, prometo que volto logo.

Eu não lhe dei ouvidos, cego de desejo e certo de que Martha deveria saber lidar com algo tão simples quanto um bebê chorando. Apaguei sua resistência com beijos exigentes, envolto nos meus próprios impulsos.

Foi apenas tarde da noite que a deixei ir, tomado pela exaustão após o prazer. Ao assistir às imagens do corredor, vi enfim o que se passara depois que o sono me venceu.

Diante da porta do quarto principal, Lily permanecia com o rostinho ruborizado e inchado pelo choro incessante, e a voz já rouca de tanto sofrimento. Martha, segurando a bebê ainda inconsolável, parecia tentar se desculpar, visivelmente frustrada.

Na manhã seguinte, depois que eu saí, as câmeras registraram Olivia, exausta e movendo-se com cuidado, indo consolar nossa filha, cantando suavemente até que ela finalmente se acalmasse.

Eu sempre atribuíra o carinho da minha filha por mim ao nosso vínculo de sangue, supondo ser natural que uma criança amasse o pai. Porém, as filmagens mostraram uma verdade bem diferente.

A cada cena, minha descrença aumentava, já que Olivia, com sutileza e constância, moldava a percepção que Lily tinha de mim. Desde os três meses de idade, quando ela passou a reconhecer rostos, sua mãe a segurava durante minha ausência, mostrando-lhe minha imagem em uma fotografia.

— Este é o papai! — Dizia repetidamente, apontando para minha imagem. — Papai ama muito você!

E à medida que Lily se desenvolvia, Olivia persistia em ocupar o espaço que eu deixara vago, com dedicação silenciosa. Nunca deixou que a filha visse sua frustração, nem que sentisse qualquer mágoa por minha negligência.

Assisti às lágrimas de felicidade em seu rosto quando Lily, ainda pequena, disse “mamãe” pela primeira vez. Embora esse momento bastasse para qualquer mãe, Olivia permaneceu focada em um objetivo maior: garantir que Lily soubesse quem era o pai.

Ela continuou mostrando minha foto, ensinando Lily a dizer “papai!” com paciência incansável, até que ela finalmente aprendeu a palavra.

— Papai ama muito a Lily… — Explicava com doçura. — Mas o papai anda muito ocupado, por isso ainda não voltou para ficar com a Lily.

Lily, pequena e receptiva como uma esponja, repetia tudo o que ouvia, buscando agradar a mãe:

— Papai ama a Lily! Lily ama o papai!

A minha garganta se fechou quando vi Olivia escolhendo presentes, roupas e brinquedos como se fossem meus, apenas para entregá-los à nossa filha com palavras doces: “Foi o papai quem mandou”.

E então, ao ver minha filha apertando os presentes contra o peito e murmurando com inocência “amo o papai!”, senti uma dor aguda, como se algo cortante rasgasse meu coração por dentro.

Eu não tinha cumprido sequer as responsabilidades mais básicas de um pai, e ainda assim Olivia mantivera incansavelmente minha imagem diante de Lily. Foi graças ao reforço diário dela que ela manteve uma visão positiva de mim, apesar da minha ausência…

Logo, uma lembrança específica veio à tona, quase esquecida: Lily, recém-aprendendo a andar, tinha me esperado na entrada da Propriedade Stone numa noite em que eu voltei de surpresa.

Ao me ver, seu rostinho se iluminou, e mesmo com passos cambaleantes, correu ao meu encontro. Quando me alcançou, abraçou minha perna com força e me olhou com os mesmos olhos vivos de Olivia.

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