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O Rei Alfa Persegue a Luna Abandonada romance Capítulo 15

(POV de Olivia)

Isabelle Stone olhou para mim, em choque, sua mão subiu lentamente para tocar a marca vermelha em sua bochecha. Seus olhos se arregalaram de descrença, antes de se estreitarem em fendas furiosas.

— Olivia Winters, você teve a audácia de me bater! — Ela gritou, levantando a mão para contra-atacar.

Eu peguei seu pulso no ar, com uma força surpreendente. Dessa vez, foram meus dedos que afundaram em sua pele. A sala ficou em silêncio enquanto todos assistiam nosso confronto.

— Isabelle Stone. — Sibilei, e minha voz se tornou um sussurro carregado de ameaça. — Deixe-me ouvir você insultar Lily novamente, e eu vou rasgar sua boca!

Meus olhos cor de esmeralda brilharam com fúria maternal. A raiva arrepiante que emanava de mim era palpável, fazendo Isabelle recuar instintivamente.

— Você é louca. — Ela sussurrou, mas eu podia ver o medo em seus olhos.

Eu soltei seu pulso e a afastei com um empurrão, incapaz de suportar ficar ali, mais um momento que fosse. A dor de ouvir o desrespeito casual de Isabelle para com minha filha falecida tinha sido mais profunda do que qualquer ferida física.

O que doía ainda mais era a indiferença de Ethan. Ele ficou ali, em silêncio e impassível, enquanto sua prima insultava a memória de nossa filha. Sem dizer outra palavra, virei-me e saí, meu coração tinha se partido, mais uma vez.

Atrás de mim, ouvi a voz de Isabelle em um lamento dramático:

— Primo...

Eu não fiquei para ouvir mais. O corredor do hospital se estendia diante de mim, como uma rota de fuga, e eu o peguei.

Assim que saí, ouvi um tapa forte seguido de um baque. O som me fez parar um pouco, mas me forcei a continuar andando. O que quer que estivesse acontecendo atrás daquelas portas não me preocupava mais.

Lá fora, o ar fresco da noite atingiu meu rosto, ardendo em minha pele. Respirei fundo, tentando firmar minhas mãos trêmulas.

Eu verifiquei meu telefone e vi seis chamadas perdidas de James. Ele também tinha deixado várias mensagens cheias de preocupação: "Você está bem? Ligue-me quando puder.", "Liv, estou preocupado. Por favor, responda.", "Se eu não tiver notícias suas em uma hora, vou te encontrar.".

Disquei o número dele imediatamente, a culpa tomava conta de mim, por fazê-lo se preocupar.

— Liv! — James respondeu no primeiro toque, com a voz tensa de preocupação. — Você está bem? O que aconteceu?

Ao passar por um beco escuro, uma mão saltou da escuridão, e antes que eu pudesse gritar, apertou minha boca. Braços fortes me arrastaram para trás, para as sombras. Eu lutei violentamente, chutando e arranhando meu agressor.

— Pare de lutar. — Uma voz rouca ordenou em meu ouvido, e senti a respiração quente contra minha pele.

O pânico cresceu em mim, mas me forcei a pensar. Minha mão encontrou o spray de pimenta no meu bolso e, sem hesitar, apontei-o por cima do ombro e apertei o botão. O spray o atingiu diretamente nos olhos.

— Ah! — O homem gritou de dor, soltando-me enquanto esfregava os olhos ardentes.

Eu me libertei e corri, com o coração batendo forte contra minhas costelas.

— Socorro! — Eu gritei. — Alguém me ajude!

Meus gritos ecoaram inutilmente pelos prédios. As ruas estavam desertas, as janelas escuras e silenciosas.

Corri o mais rápido que pude, desesperada para chegar à segurança da minha casa. Meus pulmões queimavam a cada respiração.

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