POV ALICE.
Fiquei surpresa quando Darius disse que mandaria o motorista me levar até a cidade. Eu achava que ele brigaria e me trancaria em casa, mas ele agiu diferente, e eu gostei disso. Eu nunca havia ficado tão aliviada em vê-lo. Aquela Angélica estava pronta para me atacar, loba maluca. Eu não fiz nada para ela; esses seres são todos temperamentais e loucos.
Ficamos eu e Darius parados, esperando o motorista chegar. Todos que passavam por nós se curvavam para Darius e mantinham a cabeça baixa. Reparei que todos estavam tensos e amedrontados quando estavam na presença dele, e comecei a me questionar o porquê desse medo todo. O que meu querido marido está me escondendo?
— Então, por que a tal de Angélica tentou me atacar? — perguntei, puxando conversa. Darius me olhou sério, como se me avaliasse.
— Ela deve ter sentido meu cheiro em você — falou apenas. Eu senti meu rosto queimar ao lembrar de como o cheiro dele veio parar no meu corpo.
— E qual o problema? — perguntei, tentando parecer tranquila.
— Angélica não deve ter gostado de sentir meu cheiro em você. Às vezes, nós transamos. E nós, lycan, somos muito possessivos — comentou, como se não fosse nada. Arregalei os olhos quando escutei que eles transavam, e uma raiva tomou conta de mim.
— Você tem namorada e se casou comigo? Eu não nasci para ser corna, Darius! — Falei, cheia de raiva por estar sendo enganada.
Esse cachorro pulguento tem uma namorada ciumenta que tentou me atacar. Agora está explicado. Darius cruzou seus braços e sorriu para mim, daquele jeito que fazia minha calcinha se molhar. Maldito lobo gostoso.
— Está com ciúme, Alice? — perguntou, me olhando divertido. O que foi uma surpresa, pois esse lobo só vivia emburrado e mal-humorado.
— Eu não estou com ciúme de você. Só não quero a fama de mulher traída. Não me importo com suas transas passadas — falei, irritada com ele.
— Não é isso que está parecendo para mim. Angélica não é minha namorada. Ela é quem chamo para me aliviar, somente isso. Mas Angélica tem a ilusão de que será minha companheira, o que nunca irá acontecer, já que tenho uma companheira: você — falou, se aproximando de mim. Ele me encurralou na árvore. Senti minhas costas contra o tronco.
— Então, você precisa deixar isso bem claro para aquela loba louca. Não quero que ela me ataque quando você não estiver por perto — comentei.
— Não se preocupe. Agora que ela sabe quem você é, não será louca de fazer alguma coisa contra você — falou, aproximando seu rosto do meu.
Nesse momento, ouvimos um carro parar ao nosso lado, e Darius rosnou alto, me assustando e se afastando. Fiquei pensando no que havia feito de errado. Então, notei como ele olhou para o motorista, que abaixou a cabeça, e entendi que o rosnado foi direcionado ao motorista, não a mim. O motorista e mais um homem saíram do carro e se curvaram para Darius.
— Muito bem. Quero que levem minha esposa para a clínica veterinária e para onde ela desejar depois. A mantenham segura. Se acontecer alguma coisa, os dois pagarão com a vida — ameaçou Darius, sendo bastante amedrontador. Eu senti um arrepio na espinha com suas palavras. Estou conhecendo outro Darius, um que me causa calafrios e medo.
— Sim, majestade. Cuidaremos da senhora Moss com nossa vida — responderam eles.
Devo admitir que eu gostava desse lado malvado dele. Assim que o motorista e o segurança entraram nos bancos da frente, o carro começou a se mover, deixando Darius para trás. Senti uma sensação de vazio. E essa sensação me incomodou. Eu não posso estar apaixonada por ele, pensei, suspirando, não querendo acreditar.
O caminho até o centro da cidade foi em silêncio e confortável. Após meia hora, estávamos estacionando na frente da clínica veterinária. O segurança veio rapidamente abrir a porta para eu sair. Agradeci enquanto saía, e ele somente acenou com a cabeça. Acho que Darius deve ter falado para eles não ficarem conversando comigo.
Entrei na clínica e avistei Abi na recepção, distraída com o computador. Sorri, feliz em poder ver e poder falar com a minha amiga. Abi levantou a cabeça e me viu. Ela se levantou rapidamente e veio ao meu encontro. Andei depressa na sua direção, e nos abraçamos quando nos aproximamos.
— Lice! — falou Abi, sorrindo.
— Abi! — falei, feliz em encontrar minha amiga.
— Lice, eu estava sentindo sua falta. Por que não me ligou? — perguntou, enquanto nos separávamos.
— Abi, tenho muita coisa para lhe contar. E não podia ser por telefone. Tem um tempinho para sua amiga? — perguntei, necessitada.
— Está na hora do meu intervalo. Vamos conversar. Me conte tudo e não esconda nada — falou Abi, ansiosa.

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