POV DARIUS.
Após me aliviar, saí do banheiro e do quarto que era de Alice e fui para o nosso quarto. Quando cheguei, não a encontrei. Ela deve ter ido ver a mãe. É melhor assim, não quero encontrar Alice nesse momento. Continuo afetado pelo seu cheiro.
— Mas que merda! Estou parecendo um lobo na puberdade. Tenho que dar um jeito de não ser afetado pela excitação de Alice. — Reclamei enquanto me arrumava para mais um dia cansativo de deveres.
— Se você aceitasse nossa companheira, não estaria passando por isso. — Disse Baltazar, o intrometido.
— Não começa, que não estou para brincadeiras hoje. — Alertei.
— Se tivesse transado com nossa companheira, em vez de fugir para se masturbar, estaria bem mais relaxado. Alice está pronta para nós e nos queria. — Reclamou Baltazar mais uma vez em minha mente.
— Já lhe disse que não posso simplesmente agir por impulso. — Comentei.
— Deixe de ser lerdo! Alice é uma mulher adulta e com certeza já teve algumas experiências sexuais. Isso não me agrada nem um pouco, saber que outro teve nossa companheira nos braços. Mas o que quero dizer é que ela não iria se arrepender se transasse com você. Ela permitiu que você a desse prazer, isso significa que ela nos queria. — Comentou Baltazar. Rosnei quando ele mencionou homens transando com Alice.
Eu não gostei de imaginar ela com outros. Alice era minha e ninguém poderia tocar no que me pertencia. Saí do quarto e, chegando no corredor, passei pelo quarto de Antonia e senti o cheiro de Alice ali. Continuei meu caminho e logo saí de casa. Eu iria para o escritório da sede da alcateia, não queria encontrar Alice nesse momento.
Quando cheguei, pedi para minha secretária providenciar meu café. Eu estava faminto. Comecei a trabalhar nos problemas do reino, tentando esquecer o que aconteceu com Alice mais cedo. Eu estava concentrado num documento, quando recebi um chamado mental do chefe dos seguranças da mansão.
Ele me informou, com hesitação, que minha esposa havia ignorado seus pedidos para permanecer nos limites da propriedade e agora caminhava sozinha pela alcateia. Respirei fundo, sentindo a raiva crescer dentro de mim. Como ela ousava se expor assim, sem proteção, em um lugar que ainda era novo e desconhecido para ela?
— Alice está testando minha paciência. — Rosnei.
— Por que aqueles inúteis não a impediram de sair? Ninguém sabe que ela é nossa companheira. Alguém pode atacá-la achando que ela invadiu e é uma ameaça ao mundo sobrenatural. — Falou Baltazar, nervoso.
— Dei ordem para não tocarem nela. Por isso, não puderam impedir que aquela teimosa saísse. — Falei, furioso.
Deixei o trabalho de lado; a papelada amontoada no meu escritório agora parecia insignificante comparada à necessidade de assegurar a segurança de Alice. Levantei-me com rapidez, minha postura já tensa, e segui em direção às áreas centrais da alcateia.
Baltazar, inquieto dentro de mim, emitia um baixo rosnado. Ele estava furioso, tanto quanto eu. Alice era nossa companheira, nossa Luna, e deveria entender a gravidade de ser imprudente.
Não demorou muito para a localizar. O aroma de Alice era inconfundível para mim. Quando cheguei, vi Angélica olhando para Alice de maneira ameaçadora. Meus olhos imediatamente captaram os detalhes: as garras de Angélica se alongando, seus olhos dourados brilhando de raiva, e a tensão no ar. Alice, porém, mantinha-se firme, sem demonstrar o medo que eu sabia que estava sentindo por dentro.


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