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O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA. romance Capítulo 111

POV ALICE.

Após pensar, decidi que não insistiria mais com Darius para ver e fotografar Necro. Não significava, no entanto, que havia desistido. Eu era teimosa por natureza, e algo em mim dizia dever isso a ele. Não sabia exatamente por quê, mas sentia que precisava ajudá-lo de alguma forma.

Talvez fosse porque eu gostava de ajudar, ou talvez… bem, talvez fosse algo mais profundo que eu ainda não compreendia completamente. Tudo era muito confuso para mim. Eu mal conseguia digerir o fato de existir um mundo sobrenatural e eu ser uma companheira de alma de um rei lobisomem que é um alfa supremo.

Agora descubro que estou casada com um lobo amaldiçoado, que se transformar em uma besta infernal que ninguém vivo sabe como é sua aparência, e para completar, essa besta se chama Necro e me considera sua companheira e sou a solução para acabar com a maldição.

E ainda tem minha gata que descobrir ser uma guardiã, enviada por não sei quem para me proteger do que sabe o que. Estou com medo, pois não sei que perigos, eu e minha mãe estamos correndo para precisar de proteção. Com tudo isso acontecendo, eu nem posso contar nada para ninguém. E ter que guardar tudo isso está me sufocando.

Após me arrumar, saí do quarto e caminhei pelo corredor. Meu destino era o quarto da minha mãe. Quando abri a porta, encontrei-a sentada em uma poltrona perto da janela, conversando animadamente com Agatha.

Assim que entrei, as duas sorriram de forma cúmplice, como se estivessem compartilhando um segredo que eu não deveria saber sobre mim, pois ambas me olharam sorridentes. Agatha foi a primeira a se levantar e caminhar até mim. Ela me envolveu em um abraço caloroso, algo que me pegou de surpresa. Ela sussurrou em meu ouvido, de forma quase inaudível:

— Sinto o cheiro do meu filho vindo do seu corpo. Fico feliz que vocês tenham se acertado. — Sussurrou no meu ouvido.

Senti meu rosto esquentar de imediato. Havia esquecido que ela era uma loba e que, por isso, nada escapava ao olfato e à percepção aguçada dela. Além disso, eles eram sempre muito sinceros, diretos demais para o meu gosto. Antes que eu pudesse responder algo, Agatha se afastou, ajustando o vestido elegantemente.

— Preciso resolver alguns assuntos. Deixo Antônia sob seus cuidados, Alice — disse, lançando um olhar significativo para minha mãe. — Até mais. — Falou sorrindo.

Ela acenou levemente e saiu do quarto, deixando-me sozinha com minha mãe. A presença dela parecia ainda estar ali, impregnando o ambiente com uma energia marcante. Caminhei até minha mãe e a abracei carinhosamente. Sussurrei:

— Sua benção, mamãe. — Falei. Ela sorriu, acariciando meus cabelos com ternura.

— Deus te abençoe, minha filha. — disse mamãe. Afastei-me e sentei na poltrona em frente à dela. Observando-a com atenção, perguntei:

— Como a senhora está se sentindo? Me desculpe por demorar tanto para vir aqui. — Falei. Ela balançou a cabeça, indicando que não havia problema.

— Estou bem, Alice. E você? Como foi a conversa com Abigail? — Perguntou mamãe. Suspirei, lembrando da confusão.

— Foi boa… até Luis aparecer. Ele teve um ataque de ciúmes por eu ter me casado com Darius, e nós nos desentendemos. — Contei. Minha mãe franziu o cenho, visivelmente preocupada.

— Sinto muito por isso. Mas, Alice, você precisa esclarecer as coisas com ele. Deixe claro que não sente nada além de amizade. Sempre torci para que vocês dois ficassem juntos, mas agora… você está casada. Mesmo não concordando totalmente com esse casamento, vou aceitar sua escolha. Só que você precisa acabar com as esperanças de Luis antes que esse amor dele traga problemas. — Comentou mamãe, me alertando. Assenti, sabendo que ela estava certa.

— Vou fazer isso, mamãe. Prometo. — Afirmei. Ela me observou por um instante antes de mudar o rumo da conversa.

— E como foi com Darius? — Perguntou sorrindo de lado. Congelei, sem saber exatamente o que ela queria dizer.

— Alice? — chamou minha mãe, trazendo-me de volta ao presente. — O que está lhe preocupando? — Perguntando.

— Nada, mamãe. Está tudo bem — menti, desviando o olhar.

Minha atenção foi atraída para o canto do quarto, onde estava a caminha de Lulu. E lembrei que ela era uma guardiã, um ser sobrenatural enviado para me proteger.

— Onde está Lulu? — Perguntei.

— Saiu assim que Agatha chegou. Acho que ela não gosta dela. Lulu reclamou, chiando e foi embora. — Informou. Sabia bem o motivo disso. Felinos e caninos nunca se deram bem.

— Lulu é temperamental. Vou procurá-la antes que arrume confusão — falei, levantando-me.

Minha mãe concordou, e eu saí pelo corredor, sem ideia de onde ela poderia estar. Decidi verificar o quarto onde estava antes de me mudar para o quarto de Darius. Ao entrar, encontrei Lulu dormindo confortavelmente na cama. Assim que me viu, ela miou manhosamente.

— Então é aqui que você está se escondendo — murmurei, sentando-me ao lado dela e acariciando seu pelo. — Então, você é uma guardiã enviada para me proteger? E sabe falar? — Perguntei. Lulu ergueu a cabeça, me observando com olhos intensos. Um calafrio percorreu minha espinha.

— Finalmente você descobriu. Aposto que foi aquele rei lobo chato que contou. Eu já estava ficando entediada de não ter com quem falar — disse ela, espreguiçando-se com elegância.

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