POV DARIUS.
Um mau pressentimento percorreu meu corpo como um choque assim que Necro declarou sua intenção de ajudar. Nada de bom vem dessa besta infernal. Seu tom sempre carregado de sarcasmo e sua presença constante em minha mente eram irritantes, para dizer o mínimo. Por que ele simplesmente não podia me deixar lidar com meus problemas sozinho?
— Quem disse que preciso da sua ajuda? E não te quero causando problemas — falei, irritado, esforçando-me para manter o controle enquanto Necro invadia minha mente com tanta facilidade. Esse era mais um lembrete de que sua influência se fortalecia com a aproximação da lua cheia e da minha transformação.
— Eu não vou causar problemas. E você precisa de mim, sim. De quem você acha que vêm essas habilidades que te permitem não ser notado e não ser afetado por magia? — ele respondeu com um tom convencido.
Era difícil refutar. Necro estava certo. Minhas habilidades vinham dele, e ignorar isso seria tolice. Era graças a ele que eu tinha essas habilidades, mas odiava admitir isso. Baltazar, ao meu lado, não perdeu a oportunidade de questionar:
— E por que devemos acreditar que não vai estragar tudo? — perguntou Baltazar, sempre cético e protetor em relação à besta. Necro soltou um riso sombrio, mas sua resposta foi séria:
— Alice é minha companheira, e qualquer um que queira fazer mal a ela é meu inimigo. Farei tudo para protegê-la — Necro respondeu com um tom tão sombrio que até Baltazar hesitou.
A intensidade de sua declaração era inegável, e por mais que eu não gostasse de admitir, sua ajuda seria útil. A sinceridade em sua voz me pegou desprevenido. Apesar de todo o meu desprezo por Necro, ele parecia realmente disposto a proteger Alice.
— Está bem, vou aceitar sua ajuda — cedi, não sem antes pesar as consequências. Necro podia ser imprevisível, mas ele tinha razões pessoais para proteger Alice. Isso eu não podia negar.
— Sábia decisão — ele disse com um tom de triunfo que me fez querer reconsiderar minha escolha. Baltazar não comentou, mas seu silêncio dizia muito sobre o quanto ele também estava insatisfeito.
Continuamos a conversar por alguns minutos até alinhar os próximos passos. Baltazar, embora desconfiado, concordou com a necessidade de envolver Necro dessa vez. Assim que finalizamos, saí do escritório, desejando um momento de paz. Mas sabia que ainda precisava conversar com Alice sobre a conversar com sua gata.
Caminhei em direção ao meu quarto. Assim que entrei, meus olhos encontraram Alice saindo do closet. Ela já estava pronta para o jantar, usando um vestido simples, mas que realçava sua beleza de uma forma que me deixou excitado. Fiquei parado como um predador observando sua presa, era inegável meu desejo por ela. Alice percebeu meu olhar intenso e, envergonhada, desviou os olhos, mexendo no cabelo para disfarçar.
— Você está linda — falei, sem conseguir evitar.
— Obrigada… — murmurou, ainda sem me encarar diretamente.
Me aproximei, observando seu corpo tentador e a imagem de nós transando invadiu minha mente, fazendo meu membro ficar duro de tesão. Alice mexia com meu corpo de uma maneira assustadora. Decidi quebrar o silêncio:
— Como está sua mãe? Conseguiu falar com Lulu? — Perguntei para tentar acabar com a minha excitação. Ela sorriu, mas havia algo em seus olhos que me chamou a atenção.
— Minha mãe está bem. E sim, conversei com Lulu. Na verdade, descobri algumas coisas que irão nos ajudar a invocar a deusa Lua. — Comentou empolgada. Franzi o cenho, curioso e apreensivo ao mesmo tempo.
— O que você descobriu? — Perguntei sem rodeios.


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