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O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA. romance Capítulo 117

POV DARIUS.

Após tomar o café da manhã na companhia dos meus pais, de Alice e sua mãe, me levantei para sair, pois tinha muito o que resolver para a missão de hoje à noite. Já estava prestes a sair quando Baltazar falou:

— Você não está pensando em sair dessa sala sem se despedir de nossa companheira, não é mesmo? — perguntou Baltazar mentalmente.

— O que você quer agora, Baltazar? — perguntei, impaciente.

— Quero que a beije. É assim que companheiros fazem. Não vê como sua mãe e seu pai se comportam quando estão juntos? — perguntou. Então, olhei para meus pais e vi que eles estavam se olhando com amor e cumplicidade. Meu pai segurava a mão de minha mãe como se ela fosse uma preciosidade.

— Você não pode comparar o que temos com Alice ao que meus pais têm. Eu nem reconheci Alice como minha companheira. Como quer que aja como meus pais? — perguntei, suspirando mentalmente.

— Você não reconheceu por ser teimoso. Darius, eu te conheço para saber que já ama Alice — disse Baltazar.

— Chega, Baltazar. Se é um maldito beijo que você quer para se calar, então tudo bem — falei e me aproximei rapidamente de Alice, que estava sentada ao meu lado esquerdo da mesa.

Segurei o rosto de Alice com minhas duas mãos e virei seu rosto para mim. Então, me inclinei e tomei seus lábios com um beijo urgente. Alice foi pega de surpresa, mas logo retribuiu meu beijo. Nosso beijo não demorou muito, afinal, não estávamos sozinhos.

Me afastei e Alice ficou parada, de olhos fechados e com os lábios entreabertos. Dei uma rápida olhada para os lados e notei meus pais de olhos arregalados de surpresa. Revirei os olhos com a reação deles. Esses dois vivem se beijando e se agarrando na frente de todos, e agora estão assim só porque beijei minha companheira. Bem, não é sempre que se vê, eu demonstrando afeto e carinho.

Antônia apenas olhou para mim sem esboçar nenhuma reação. Olhei para Alice, que estava ofegante. Logo, abriu os olhos e me observou. Tentou se recompor, passando as mãos pelo cabelo e se ajeitando na cadeira. Ela estava com o rosto ruborizado.

— Ficarei o dia no meu escritório, na sede da minha empresa, trabalhando, então não precisa me esperar para o almoço — falei para Alice. Eu iria para o escritório da sede da alcateia, mas não poderia dizer isso na frente da mãe de Alice, que não sabia de nada sobre o que éramos.

— Tudo bem. Tenha um ótimo dia de trabalho, Darius — disse Alice gentilmente. Agradeci com um aceno.

— Estarei em casa à tarde — comuniquei. Cumprimentei Antônia e saí da sala de jantar.

Eu não havia contado para Alice sobre a missão de hoje. Não estou acostumado a dar satisfações da minha vida e de tudo o que faço para os outros. Um rei não deve satisfações a ninguém, a menos que ele queira.

— Pois acho que deveria dividir com Alice o que está acontecendo. Ela deve saber dos perigos que a ronda, para poder ficar vigilante e tomar cuidado. Assim, evita sair da alcateia — sugeriu Baltazar.

— Você tem razão. Se ela souber da real situação, não vai para Salem, se colocar em risco — comentei.

— Sei que tenho razão, meu caro Darius — disse Baltazar, convencido.

Não respondi e continuei meu caminho. Resolvi ir andando até meu escritório, precisava me exercitar. Faz tempo que não saio para uma corrida e uma caçada. Faz dois dias que não visito o centro de treinamento.

Preciso extravasar minha raiva. Quem sabe mais tarde consiga fazer um pequeno treinamento com meus betas, só para aquecer para a noite, caso precise brigar com alguém. Nunca se sabe quando pode entrar em uma luta.

— Após o almoço, quero ambos no centro de treinamento. Quero me exercitar um pouco, e não existe ninguém nessa alcateia que consiga lutar comigo por mais de dois minutos, a não ser vocês dois — ordenei e sorri, pois precisava usar meus punhos.

Com a aproximação da transformação, eu estava muito irritado e precisava aliviar a pressão que o dia da lua cheia me trazia. Giovanni e Gabriel pararam e se viraram para mim. Os dois cruzaram seus braços ao mesmo tempo, e me observaram com um sorriso de lado.

— Quer um combate corpo a corpo? — perguntou Gabriel.

— Sim — respondi.

— E pretende lutar com cada um de nós ou quer um confronto a três? — perguntou Giovanni, interessado.

— Quero um desafio maior desta vez. Então, podem vir ambos ao mesmo tempo. Sei que não durarão muito — falei, provocando.

— Então, está bem. Nos vemos após o almoço, Majestade — disse Gabriel.

Os dois saíram, me deixando a pensar em como seria divertido dar uma surra naqueles dois. Sei que meus betas não se machucarão muito, pois os treinei para isso, para aguentarem se precisassem me parar.

Nesta alcateia, os únicos que têm uma pequena chance de me parar caso eu escape da cela em um dia de transformação são meu pai e meus betas. Rezo à Deusa Lua para que eles nunca precisem fazer isso, pois sei que a besta infernal pode matá-los sem muito esforço.

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