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O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA. romance Capítulo 124

POV DARIUS.

Movi-me silenciosamente entre as sombras da floresta, meus sentidos aguçados captando cada mínimo som ao meu redor. Evitei as armadilhas e todos que estavam espalhados pela área vigiando. Eu me movia como a sombra, me camuflando onde a luz da lua não podia me revelar.

Eu não precisava me aproximar muito da cabana para ouvir tudo o que acontecia ali dentro. Subi com agilidade em uma árvore robusta, escondendo-me entre os galhos. A lua parecia querer me ajudar, pois se escondia atrás das nuvens, deixando assim a escuridão dominar. Meus olhos atentos analisavam cada movimento ao redor, enquanto minha audição captava vozes conhecidas vindas da cabana. E foi impossível não revirar os olhos ao ouvir a discussão que acontecia ali.

— Eu, que deveria ficar com Darius! Sou uma loba e sei do que ele necessita e como pensa. Sei como agradá-lo. — Angélica rosnou, sua voz carregada de ciúme.

— Não me faça rir, Angélica. Ele merece alguém melhor, e esse alguém sou eu. Uma simples loba não é digna de um rei alfa supremo. Você foi só a vadia dele e eu lamento Darius ter tão péssimo gosto. — Agnes rebateu, sua arrogância evidente.

Revirei os olhos, soltando um suspiro mentalmente. Idiotas. Como se eu fosse uma espécie de prêmio a ser disputado. Aquela discussão era ridícula, mas ao menos agora sabia qual era o verdadeiro objetivo daquelas duas ao entrarem para aquele grupo. Um sorriso sarcástico surgiu em meus lábios ao perceber o quanto ambas estavam obcecadas por mim. Pobres coitadas.

— Sério que é isso que essas patéticas querem? Elas se uniram aos traidores e inimigos, só para te ter. Tantas coisas para desejar e esses meros mortais desejam amor e paixão. — Comentou Necro com sarcasmo e desprezo.

— Nem todos almejam poder. — comentei sem me importar com a discussão das duas.

Meu olhar se estreitou quando percebi movimentação na floresta. Estevão surgiu primeiro, caminhando com sua postura rígida e impaciente, e entrou na cabana. Logo em seguida, Klaus chegou com seu ar calculista, os olhos sempre analisando cada detalhe e entrou. Pouco tempo depois, Alden e Kira apareceram, e então a reunião iniciou.

— Muito bem, Agnes. Você nos reuniu aqui, por que nos chamou? O que tem de tão importante para dizer? Espero que tenha uma boa explicação para nos fazer perder tempo vindo até aqui. — Klaus falou, sua voz cortante e impaciente.

— Também quero saber. — Estevão resmungou, seu tom impaciente. — Por que estamos perdendo tempo conversando? Precisamos de ação. — Disse.

— Todos mantenham a calma. Chamei vocês porque consegui uma ajuda fundamental para derrotar o rei Darius. — Agnes falou, exigindo silêncio.

— E quem seria esse ser milagroso? Quem é essa ajuda que você disse que conseguiu? — Falou Kira, sua voz soando desconfiada.

— Tenham paciência. — Agnes respondeu, satisfeita consigo mesma. — Vocês logo descobrirão. Ela está a caminho. — Informou Agnes. Ouvi Estevão bufando e resmungando, mas logo levantou a voz:

— Mais uma fêmea inútil para arrastar para esse grupo? Como se já não tivéssemos problemas suficientes! O que uma fêmea pode nos ajudar? As que temos não ajudaram em nada. — Perguntou Estevão debochado. Um rosnado cortou o ar. Era Angélica, claramente ofendida.

— Quem você está chamando de inútil, seu cachorro sarnento? — Falou Angélica, furiosa.

— Cadelinha. — Kira provocou, rindo com escárnio. — Um macho tão inútil que se esconde atrás dos outros para não sujar as patas. — Disse provocando Estevão, que rosnou em resposta, a discussão começando a sair do controle até que Agnes gritou, a voz carregada de irritação.

— CALADOS! Todos vocês! — O silêncio caiu por um momento.

— Quem será essa que Agnes está esperando? — perguntou Baltazar.

— Essa é Eugênia. — Ela pausou por um instante, antes de soltar a bomba que eu já sabia. — Ela é a avó de Darius. — Informou com satisfação. Houve um silêncio instantâneo. E em seguida, um falatório explodiu entre os presentes.

— O quê? O que ela faz aqui? — Klaus exclamou, sua incredulidade e desconfiança evidentes.

— Isso não pode ser verdade. — Angélica disse, sua voz tensa. — A rainha-mãe está morta. Todos sabemos disso! — Falou.

— Fiquem em silêncio e deixem-me explicar. — Agnes ordenou, impaciente. Pude ouvir Estevão bufar antes de falar:

— Acho bom que sua explicação seja convincente. Pois não confio em um Moss, ainda mais em um que até então estava morto para todos. — Disse Estevão.

— Eugênia foi aprisionada e banida por Darius. E está aqui para nos ajudar — Agnes revelou, como se estivesse dando um golpe final. Eu podia sentir a descrença e a tensão no ar. Klaus foi o primeiro a desafiar suas palavras.

— E espera que acreditemos nisso? Que confiemos nessa loba velha sarnenta? Mas um motivo para não confiarmos nela. Se o próprio neto a aprisionou, é porque ela não é confiável. — Disse Klaus com sarcasmo. Por um momento, apenas o silêncio se estendeu. Então, a voz de Eugênia cortou o ar, fria e determinada como sempre.

— Não dou a mínima para o que pensam. O que precisam saber é que tenho uma maneira de derrotar aquele rei maldito. Posso ser velha, mas sou a única chance de vocês, vermes inúteis, que só sabem correr atrás do próprio rabo e levar uma surra de Darius. Sem mim, vocês nunca vencerão meu neto — informou séria e com sua típica frieza.

O silêncio caiu na cabana. Cerrei os punhos. O que essa infeliz planejava? Eu precisava ouvir cada palavra de seu plano.

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