POV DARIUS.
A noite chegou e, após me despedir de Alice e deixá-la aos cuidados dos meus pais, saí de casa. Sei que eles protegerão minha companheira com suas vidas. Todos nesta alcateia sabem a importância de Alice para mim e para todo o reino. Giovanni e Gabriel estavam ao meu lado no escritório, revisando as últimas informações.
— Tudo certo? — perguntei.
— Sim, Majestade. A reunião foi confirmada e descobrimos como Angélica consegue sair da alcateia sem ser vista. A seguimos, pois ela evitava os pontos com câmeras de vigilância. Descobrimos que ela tem um namorado que trabalha na divisa da fronteira, na área sul do território da alcateia — informou Giovanni.
— É seu namorado sentinela que lhe ajuda a sair sem ser notada. Ele usa seu turno na fronteira para lhe ajudar. Notamos nos vídeos de vigilância que ele sempre dava um jeito de ficar sozinho em algum momento e desaparecia por alguns minutos. Acreditamos que era nesse momento que auxiliava Angelica a sair sem ser notada pelos outros sentinelas. — Contou Gabriel.
— Angélica é bastante esperta. O que fizeram com o sentinela? — perguntei.
— Nada ainda. Acho melhor não o alertar de que sabemos e investigar mais para descobrir se há outros envolvidos — falou Giovanni.
— Perfeito. Ainda não é hora de agir. Preciso descobrir o que meus inimigos estão tramando contra mim, e Angélica é nossa melhor chance. Não podemos perder essa fonte de informações. Então, apenas os monitorem — ordenei.
Eles concordaram e me contaram tudo que descobriram através do monitoramento do satélite. Fui informado das posições de cada indivíduo responsável pela segurança do local e do mapa das armadilhas colocadas no perímetro. O que quer que fossem discutir, não queriam que ninguém ouvisse.
Saí do escritório e meus betas me desejaram boa sorte. Deixei a alcateia aos cuidados deles e fui para minha saída secreta. Havia uma passagem que construí com a ajuda do meu pai. Ela ficava ao lado da minha mansão e dava acesso a um túnel que levava para fora do território da alcateia. Essa era uma rota de fuga segura caso precisasse. Eu a fiz para que minha companheira pudesse fugir caso eu perdesse o controle e Necro me dominasse.
Entrei na construção onde eram guardadas as ferramentas de jardinagem. A passagem secreta ficava atrás de uma grande prateleira e era impossível de ser notada. Acionei uma madeira que fazia parte da estrutura da prateleira e ela se movimentou, revelando a entrada.
Entrando, puxei a alavanca do lado de dentro, fazendo a prateleira voltar ao seu devido lugar. O túnel era escuro, impossível para olhos normais enxergarem. Graças à minha visão lupina, eu podia ver como se fosse dia. Seria uma caminhada de aproximadamente vinte minutos, usando minha velocidade de lobo. Então comecei a correr.
— O que faremos se eles descobrirem que estamos lá os espionando? — perguntou Baltazar, se pronunciando de repente.
— Isso não vai acontecer. Aqueles traidores não podem me detectar, a menos que eu queira — falei.
— Sei disso, mas o que faremos caso aconteça — insistiu.
— Faremos o de sempre. Matamos todos os subordinados e capturamos os líderes — comentei.
— Você sabe que existem dois conselheiros naquele grupo. Como pretende mantê-los cativos ou explicar suas mortes caso um descuido aconteça? — questionou Baltazar.
— Você sabe que não deixamos pontas soltas. Se capturarmos ou matarmos, ninguém nunca descobrirá. E, mesmo que descubram, estamos em nosso direito. Cada membro daquele grupo é culpado de atentar contra minha vida, e temos provas de tudo isso — falei.


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