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O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA. romance Capítulo 123

POV DARIUS.

A noite chegou e, após me despedir de Alice e deixá-la aos cuidados dos meus pais, saí de casa. Sei que eles protegerão minha companheira com suas vidas. Todos nesta alcateia sabem a importância de Alice para mim e para todo o reino. Giovanni e Gabriel estavam ao meu lado no escritório, revisando as últimas informações.

— Tudo certo? — perguntei.

— Sim, Majestade. A reunião foi confirmada e descobrimos como Angélica consegue sair da alcateia sem ser vista. A seguimos, pois ela evitava os pontos com câmeras de vigilância. Descobrimos que ela tem um namorado que trabalha na divisa da fronteira, na área sul do território da alcateia — informou Giovanni.

— É seu namorado sentinela que lhe ajuda a sair sem ser notada. Ele usa seu turno na fronteira para lhe ajudar. Notamos nos vídeos de vigilância que ele sempre dava um jeito de ficar sozinho em algum momento e desaparecia por alguns minutos. Acreditamos que era nesse momento que auxiliava Angelica a sair sem ser notada pelos outros sentinelas. — Contou Gabriel.

— Angélica é bastante esperta. O que fizeram com o sentinela? — perguntei.

— Nada ainda. Acho melhor não o alertar de que sabemos e investigar mais para descobrir se há outros envolvidos — falou Giovanni.

— Perfeito. Ainda não é hora de agir. Preciso descobrir o que meus inimigos estão tramando contra mim, e Angélica é nossa melhor chance. Não podemos perder essa fonte de informações. Então, apenas os monitorem — ordenei.

Eles concordaram e me contaram tudo que descobriram através do monitoramento do satélite. Fui informado das posições de cada indivíduo responsável pela segurança do local e do mapa das armadilhas colocadas no perímetro. O que quer que fossem discutir, não queriam que ninguém ouvisse.

Saí do escritório e meus betas me desejaram boa sorte. Deixei a alcateia aos cuidados deles e fui para minha saída secreta. Havia uma passagem que construí com a ajuda do meu pai. Ela ficava ao lado da minha mansão e dava acesso a um túnel que levava para fora do território da alcateia. Essa era uma rota de fuga segura caso precisasse. Eu a fiz para que minha companheira pudesse fugir caso eu perdesse o controle e Necro me dominasse.

Entrei na construção onde eram guardadas as ferramentas de jardinagem. A passagem secreta ficava atrás de uma grande prateleira e era impossível de ser notada. Acionei uma madeira que fazia parte da estrutura da prateleira e ela se movimentou, revelando a entrada.

Entrando, puxei a alavanca do lado de dentro, fazendo a prateleira voltar ao seu devido lugar. O túnel era escuro, impossível para olhos normais enxergarem. Graças à minha visão lupina, eu podia ver como se fosse dia. Seria uma caminhada de aproximadamente vinte minutos, usando minha velocidade de lobo. Então comecei a correr.

— O que faremos se eles descobrirem que estamos lá os espionando? — perguntou Baltazar, se pronunciando de repente.

— Isso não vai acontecer. Aqueles traidores não podem me detectar, a menos que eu queira — falei.

— Sei disso, mas o que faremos caso aconteça — insistiu.

— Faremos o de sempre. Matamos todos os subordinados e capturamos os líderes — comentei.

— Você sabe que existem dois conselheiros naquele grupo. Como pretende mantê-los cativos ou explicar suas mortes caso um descuido aconteça? — questionou Baltazar.

— Você sabe que não deixamos pontas soltas. Se capturarmos ou matarmos, ninguém nunca descobrirá. E, mesmo que descubram, estamos em nosso direito. Cada membro daquele grupo é culpado de atentar contra minha vida, e temos provas de tudo isso — falei.

— Como queira, mas estava divertido irritar o lobinho — falou Necro, debochado. Baltazar rosnou mais uma vez, mas não respondeu, e eu agradeci mentalmente por isso.

— Como vamos fazer isso? — perguntei, referindo-me ao uso das habilidades de Necro.

— Simples. Você terá uma meia transformação e eu também. Assim, poderemos usar nossas habilidades sem que ninguém tome todo o controle — explicou.

— Tudo bem. É melhor assim, pois não confio totalmente em você — falei sério e comecei a meia transformação.

Minhas garras, orelhas, focinho e presas cresceram. Eu sabia que meus olhos também haviam mudado, pois, numa meia transformação, meu corpo ficava humano e lupino ao mesmo tempo. Foi então que senti algo estranho e olhei para minhas mãos. Elas se alongaram e ficaram peludas.

Minhas roupas rasgaram e fiquei mais alto. Olhei para meu corpo e estava coberto de pelos e mais magro. Minha aparência lembrava a de um crino. Eles se transformavam em metade humano e metade lobo e andam sobre duas patas, em vez de quatro, como os lobos.

Isso me preocupou. Será que Necro era um crino quando se transforma? Será que é isso que me transformo quando estou sob seu domínio? Se for, é preocupante, porque nos registros antigos, conta que crinos eram bestas incontroláveis, exterminadas pela Deusa Lua por sua selvageria e incapacidade de obedecer.

— Vai ficar parado aí ou vai andar? — perguntou Necro, impaciente. Voltei minha atenção a ele e comecei a correr.

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