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O REI ALFA QUE SE APAIXONOU POR UMA HUMANA. romance Capítulo 126

POV DARIUS.

Eles ficaram discutindo sobre o plano de Eugênia por um bom tempo até concordarem. Fiquei observando tudo até que a reunião terminou e todos saíram. Quando não havia mais ninguém no local, desci da árvore.

— O que faremos agora que temos essas informações? — perguntou Baltazar.

— Primeiro, vou descobrir como Eugênia conseguiu sair e quem a está ajudando a obter informações. E vou mudá-la de lugar. Quero ver como ela conseguirá sair da sua nova casa — informei.

— Aonde você planeja colocá-la? — perguntou Baltazar.

— Está na hora de Eugênia conhecer as instalações da nossa prisão secreta — comentei.

— Vai enviá-la para o sufoco. Você é mau, Darius — disse Baltazar, rindo.

— Pois ele deveria ter feito isso há muito tempo. Assim, aquela loba não estaria conspirando contra nós — falou Necro com frieza.

— Agora somos “nós”? — perguntei, debochado.

— Eu não tenho muita escolha, afinal, uso esse corpo também. Então, mesmo não querendo, terei que auxiliar no que você decidir — disse Necro a contragosto.

— Se sua ajuda não envolver matar todo mundo, eu aceito — falei sério.

— Desde quando mato qualquer um? Todos que matei mereceram. E eu sei que você gosta de tirar a vida de seus inimigos e de quem cruza seu caminho — disse Necro, rindo.

— Cala a boca! Não somos insanos como você — disse Baltazar, se envolvendo na conversa.

— Lobinho, quem não te conhece pode até acreditar nisso, mas conheço vocês dois. Estive com Darius antes de você se manifestar, eu nasci com ele e vi você aparecer na vida dele. Então, posso dizer com toda certeza que vocês são sanguinários por natureza. Podem me culpar por todas as vidas que tiraram, afinal, eu sou uma besta infernal. Mas sei que não tive influência nenhuma na maioria das vezes que mataram alguém — comentou Necro.

Baltazar rosnou, não gostando do que ele falou, mas eu sabia que Necro estava certo. Minha natureza lycan me tornava um ser violento e sanguinário. É assim que um lobisomem é. E eu gostei de todas às vezes em que matei.

Enquanto elas conversavam, me levantei, fui até a janela da sala e fiquei observando a lua. Eu estava rezando para tudo dar certo e que Darius voltasse para mim. Como fui me apaixonar tão rápido por alguém que até pouco tempo eu detestava?

— Não se preocupe. Darius sabe se cuidar, ele voltará bem — disse Bartolomeu, me assustando, pois não o ouvi chegando. Esses lobos ainda me matam de susto.

— Não consigo não me preocupar. Sei que ele é imortal e que lobos se recuperam rapidamente, mas não consigo esquecer o estado no qual o encontrei naquele rio. Ele estava quase morto. Sei que naquela ocasião somente conseguiram feri-lo porque ele foi drogado e neutralizaram Baltazar. Mas… e se conseguirem de novo? A bruxa que fez aquilo com ele estará naquela reunião. Estou com medo — falei nervosa, tentando não chamar a atenção da minha mãe para o meu estado.

— Curioso… — falou Bartolomeu, me olhando sério, como se me analisasse, tentando entender. Logo mudou sua expressão para uma mais suave. — O que você está sentindo é normal, Alice. Mesmo sendo humana e não tendo sido marcada pelo meu filho, de alguma maneira, você está sentindo o vínculo de companheirismo. Isso é novo — disse Bartolomeu, tentando entender por quê.

— Isso é ruim? — perguntei, esquecendo de Darius por um instante e lhe dando atenção.

— Não, só é curioso e único. Nunca vi ou soube de algo assim. Já tivemos humanos nas histórias que foram companheiros de lobos, mas nunca um deles sentiu o vínculo de companheirismo antes de ser marcado — comentou.

— Talvez não seja o vínculo de companheirismo, mas só preocupação mesmo. Sou uma pessoa que se preocupa facilmente. Sempre fui assim com quem amo — falei e arregalei os olhos por dizer isso em voz alta.

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