POV DARIUS.
Alice apenas concordou com a cabeça. Fui para o banheiro e, quando saí de lá, Alice já estava vestida. Ela se aproximou e me beijou, me pegando de surpresa. Foi um beijo rápido e singelo.
— Tenha um bom dia, querido. Vou estar com minha mãe caso precise de mim — falou, me surpreendendo por me chamar assim. Alice afastou-se e saiu do quarto, me deixando para trás, pensativo.
— O que está te preocupando? — perguntou Baltazar mentalmente, tendo notado que fiquei inquieto.
— Estou, pela primeira vez, receoso. Nunca estive assim, tão contente e me sentindo completo. Isso me preocupa… tenho medo de que algo estrague tudo o que estou vivendo — contei.
— Isso não vai acontecer — comentou Baltazar.
— Estou sentindo que essa paz não vai durar… — mencionei.
— Pare de ser agourento. Não vai acontecer nada. O que poderia acontecer para atrapalhar nossa felicidade se até nossos inimigos estão trabalhando para nos unir e acasalar? — falou Baltazar.
— Lobinho, nunca te ensinaram a não fazer essa pergunta? Ela traz azar — disse Necro, rosnando para Baltazar.
— Desde quando uma besta infernal é supersticiosa? — perguntou Baltazar, debochado.
— Primeiro, não sou supersticioso, apenas aprendi que palavras têm poder e existem forças nesse mundo que não conhecemos e não deveríamos subestimar. E segundo, quantas bestas infernais você conheceu para me fazer essa pergunta? Às vezes vocês falam como se já tivessem conhecido várias como eu. O que vocês não sabem é que sou único, não existe ninguém como eu — disse Necro, todo orgulhoso.
— Está bem, eu nunca ouvi falar ou vi uma besta infernal. E graças à deusa, só existe você. O mundo seria um caos se houvesse mais seres irritantes como você — disse Baltazar, debochado. Necro rosnou e já ia começar a discussão.
Pela deusa, não sei se aguentarei esses dois por muito tempo. E não posso passar vinte e quatro horas agarrado em Alice para manter esses dois sob controle. Inferno! Vou enlouquecer! Necro está cada vez mais forte e presente, graças à transformação que acontecerá amanhã. Merda! Tenho que preparar tudo para a transformação. São tantas providências a tomar e ainda tenho que lidar com os dois brigando dentro da minha cabeça.
— Chega! Eu não aguento mais vocês dois falando e brigando sem parar! — gritei em minha mente enquanto saía do quarto e caminhava pelo corredor. Eles se calaram.
Cheguei à sala e resolvi ir para o meu escritório na sede da alcateia. Estou tão irritado que desisti de tomar café da manhã. Saí de casa e entrei no meu carro. Dirigi até o prédio da sede e, quando cheguei, antes de estacionar, avistei Angélica parada na entrada. Parecia estar esperando alguém. Rosnei, irritado, ao ver aquela infeliz.
— O que essa m*****a está fazendo aqui? — perguntou Baltazar.
— Espionando, o que mais? — falou Necro.
Não falei nada, pois concordava com os dois. Respirei fundo, tentando controlar minha raiva e os dois irritados na minha mente, que queriam sair para acabar com a vida de Angélica. Assim que saí do carro, Angélica me viu e começou a sorrir, tentando ser sedutora.
Que nojo dessa fêmea. Se eu não precisasse de informações sobre os planos dos meus inimigos, já teria exterminado essa traidora. Caminhei até a porta de entrada do prédio, e Angélica se curvou para mim e estava toda empolgada.
— Bom dia, majestade — falou Angélica.

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